terça-feira, 3 de março de 2015


                        SAMPAIO BRUNO E O PORTUGAL DE  HOJE

 
 

No meu livro “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social” faço uma clara referência à necessidade de ser feito um estudo aprofundado sobre o pensamento filosófico daquele que foi Sampaio Bruno, notável pensador e escritor nascido na cidade do Porto no dia 30 de Novembro de 1857. Sampaio Bruno foi sem dúvida o mais importante pensador luso multifacetado. A sua obra não se limitou ao campo da filosofia, da literatura ou da história, tendo dominado todas essas importantes áreas do pensamento humano, mas com a particularidade em não se ter prendido em nenhuma! A sua meditação constituiu sempre uma tentativa libertária de saber místico, alicerçado em fontes gnósticas e da Cabala especulativa. Por outro lado, a obra do eminente pensador reflete um momento histórico particularmente rico da história portuguesa o da propaganda republicana e da instauração da República que Sampaio Bruno saudou entusiasticamente no início, tendo-se vindo a desiludir posteriormente face a diversas ocorrências verificadas nas novas instituições que vieram a substituir a gasta monarquia lusa!

 

Perante um absolutismo monárquico.

 

Este ilustre português cresceu num meio dominado pelas ideias liberais. A cidade do Porto sempre se singularizou pela sua forte empatia com os ideais liberais e daí a razão da malograda“ Revolta Republicana de 31 Janeiro de 1891”onde esteve presente Sampaio Bruno quando na defesa enérgica dos seus ideais liberais perante uma monarquia velha e ultrapassada e se viesse a viver agora no Século XXI e perante um Portugal e uma Europa neoliberal não teríamos quaisquer dúvidas que perante um neoliberalismo atual, frio, cruel e explorador Sampaio Bruno compreenderia de imediato que o seu liberalismo totalmente virado para o bem do ser humano, agora, no Século XXI esse mesmo liberalismo transformou-se em algo inumano e apenas virado para a obtenção do lucro fácil, imediato e desumano não viria a hesitar na defesa de uma doutrina política contrária que efetivamente defendesse o ser humano! Uma nova questão nos será posta! Que doutrina política seria essa? Sampaio Bruno nos diz que nos momentos de crise nacional as elites culpam o povo, mas as culpadas são elas por não terem inculcado ao povo, num processo pedagógico que hoje chamaríamos de “educação para a cidadania”. Sampaio Bruno igualmente escreveu:- “ Portugal sofre de um excesso de governo por persistir um tipo de centralismo de governo que de forma centrípeta suga a vida social e a atividade política da nação e entrega o poder não aos mais aptos, mas aos mais inescrupulosos e oportunistas”.


 

A Metafísica não está ultrapassada pela Ciência.

 

 Numa outra perspetiva Sampaio Bruno afirmou que a metafísica não estava ultrapassada pela ciência e a metafísica por si defendida devia de ser moderna mantendo um diálogo constante com a ciência e daí poder ser gerada uma nova doutrina ou um novo paradigma científico/espiritualista tornando-se numa nova ideologia totalmente soberana e independente de todas as correntes ortodoxas! Sampaio Bruno na verdade veio a converter-se ao evolucionismo espiritualista de inspiração gnóstica e cabalística, facto que veio posteriormente a exercer influência no pensamento esotérico de Fernando Pessoa. O pensamento bruniano seguia “Ipso facto” as diferentes correntes compreendidas pelo positivismo de Auguste Comte; o evolucionismo de Herbert Spencer e o economismo de Karl Marx. Sampaio Bruno não refuta o positivismo, corrige a lei dos três estados aceitando a classificação das ciências; não refuta nem aplaude o marxismo, apresenta-o simplesmente, não deixando porém, de o analisar e de o aplicar no modo, exclusivamente economicista. O esquema traçado na respetiva obra, o “encoberto” é para Sampaio Bruno o “reino de Deus” por fim revelado na república dos homens, o que por vicissitude histórica a ideia do “encoberto” assumiu-se entre nós, portugueses, incorporada no anúncio do regresso do rei D. Sebastião que viria a estender pelo mundo o Reino já fundado por Cristo tal como pensou o nosso Padre António Vieira – a ideia do Quinto Império igualmente defendida por Fernando Pessoa e Agostinho da Silva!

 

O Paradigma científico/espiritualista.

 

O paradigma idealista científico/espiritualista pensado por Sampaio Bruno foi uma manifestação única no pensamento filosófico português! E daí e agora no Século XXI esse mesmo pensamento ideológico poder ter diferentes projeções, desdobramentos ou consequências para a formação de uma dada ideologia portadora de princípios fundamentais para a criação de um novo pensamento sobre a realidade do Homem e do Universo! Tal como num passado histórico já distante se pensou na existência de um deus único e que está traduzido no monoteísmo – Cristianismo; Islão e Judaísmo, agora e no presente também igualmente o conhecimento humano pode levar as novas sociedades a estabelecerem uma nova, diferente e mais avançada plataforma de intervivência. Por outras palavras: - poderíamos admitir poder ser criada uma nova ideologia que viesse ao encontro da realidade material e espiritual da existência humana materializada numa única doutrina que seria efetivamente o binómio ciência/espiritualidade e que poderia vir a transformar-se num novo espiritualismo que seria na sua essência profundo, vasto e eclético ou seja: - o surgimento de uma nova religião que seria única e universal! Muito provavelmente poderia ter sido o pensamento bruniano o qual iria contribuir e convergir na formação do conceito do “Quinto” Império” tão importante na cultura filosófica portuguesa!

 

Sampaio Bruno e o Liberalismo.

 

Sampaio Bruno através do seu pensamento quando se proponha definir um novo conceito ideológico compreendido pelo paradigma científico/espiritualista pretendia que a condução político/partidária em Portugal viesse a assumir novas formas de atuação, onde e em consonância com as condições estruturais e conjunturais de Portugal na sua época face a uma monarquia que fora absolutista e que apesar de passar a constitucionalista não deixou de ser retrógrada e inimiga do progresso social e económico, o que perante o olhar penetrante e profundo de Sampaio Bruno o Liberalismo assumia-se como a mais forte expressão da liberdade cívica do cidadão comum e daí o ter-se batido de forma enérgica e esforçada contra uma monarquia completamente ultrapassada!

 

Sampaio Bruno e o Portugal de hoje.

 

O título desta minha intervenção que é precisamente “Sampaio Bruno e o Portugal de hoje” é tentar fazer uma ligação e consequentemente um desdobramento do pensamento bruniano à realidade atual de Portugal, situando as realidades sociais, económicas e políticas dos portugueses e adaptando-as a esse mesmo pensamento de bruniano. Essas mesmas realidades passam principalmente pela conceituação do sindicalismo; do cooperativismo; do municipalismo; pela ecologia e finalmente pela democracia direta ou participativa como sendo os necessários pilares para a formação de um novo tipo de sociedade onde o elemento humano será sempre o eixo e a razão de ser principais para a existência e desenvolvimento de uma nova comunidade humana.

 

Esta minha intervenção é especialmente dedicada a todos os jovens portugueses, raparigas e rapazes que amam a sua Pátria – Portugal e que verdadeiramente estão preocupados com o futuro do seu país, pois, naturalmente deles está inteiramente dependente a Pátria Portuguesa! Uma falsa globalização tem vindo a ser instalada a nível planetário por vontade e orientação expressas das elites económicas dominantes e que na verdade são uma muito reduzida expressão da própria Humanidade. Eis, pois, uma boa razão para que o cidadão comum – o trabalhador, comece a conquistar uma nova postura quanto à sua importante missão no seio da comunidade em que se encontra inserido.

 

Nós, Cidadãos Comuns.

 

 Nós, cidadãos comuns ao longo de muitos séculos temos vindo a ser manipulados por outros indivíduos humanos que apesar da sua reduzida expressão em número, mas detentores e donos dos principais meios de produção representados pelo poder do “deus dinheiro” ou seja: pelo Capital vê-se finalmente o seu império a reduzir-se e a limitar-se, mas ainda no Século XXI com suficiente poder para gerar conflitos armados, miséria e morte em países visados pela sua avidez desmensurada na captação de riquezas e poder pessoais, de famílias, etnias e de grupos! Somos de plena opinião de que sempre existiu um governo mundial invisível que deu origem à 1ª. e 2ª. Guerras Mundiais e que vão dar origem à terceira guerra o fenómeno do jihadismo e do conflito ucraniano são efetivamente as primeiras sementes que já estão germinando e que irão dar origem a um novo conflito armado a nível planetário.

 

O Sindicalismo português é a via natural para o desenvolvimento do Cooperativismo.

 

Teremos de reconhecer de que o sindicalismo português no presente tem urgente necessidade em imprimir uma nova dinâmica face ao desenvolvimento social, político e económico dos tempos atuais e essa mesma dinâmica passa pela aplicação prática da doutrina cooperativista! Podemos afirmar que na realidade o verdadeiro motor da economia fundamenta-se no trabalho e ação do trabalhador que tem nas suas mãos o verdadeiro poder económico face à sua força de trabalho, ao seu conhecimento e experiência e daí a razão da necessidade imperiosa da sua reorganização emancipadora pela via do cooperativismo e que já liberto da “ganância do lucro” poderá o trabalhador vir a construir novas condições de vida, de progresso e de estabilidade e onde a economia social virá a ser uma sólida realidade! Assim, o movimento sindicalista português deverá chamar a si uma inovadora estratégia criando as necessárias condições para uma mais completa formação pedagógica, técnica e tecnológica dando ao povo trabalhador a possibilidade de formar as suas próprias empresas cooperativas e daí conseguir-se a desejada independência, libertando-o definitivamente da exploração do capitalismo retrógrado e ganancioso! Eis, pois uma razão fundamental que justificará plenamente uma reformulação da própria Constituição da República Portuguesa introduzindo um novo regime político onde o sector privado deverá ver reduzida a sua importância e incrementados os sectores cooperativo e público, reforçando-os como os modelos mais adequados e a seguir em favor de um verdadeiro e natural progresso e bem-estar sociais do Povo Português.


 

O Clube Secreto dos Poderosos.

 

Cristina Martín Jiménez, jornalista e escritora espanhola é a autora do livro “Clube Secreto dos Poderosos, publicado em 2014, destaca que de entre os três objetivos a que se propõem os “Senhores do Poder” foi a criação de uma nova e única religião para todo o planeta defendendo o pensamento de que não podendo ser destruída a fé das pessoas que fosse criada uma nova religião, uma religião desenhada e controlada pelos “Senhores do Mundo”, mostrando estarem inspirados na religião única criada por Hitler no seu Estado nazi!

 

O Pensamento para a criação de uma religião única.

 

O pensamento para a criação de uma religião única é já muito antiga e dista dos tempos bíblicos e que já no Século XVII, em Portugal o Padre António Vieira na sua obra “História do Futuro” ali defendia a criação do “Quinto Império” onde um diferente conceito começa a ser definido sendo Portugal a nação incumbida para fundar no planeta Terra uma nova doutrina espiritualista que iria unificar todas as nações, raças e povos. Simplesmente este novo conceito em relação ao estabelecido pelos “Senhores do Poder” agora no Século XXI e pela doutrina nazi no Século XX é de sinal contrário aos fins negros e nefastos destes!

 

 

A Nova Doutrina denominada Quinto Império.

 

A nova doutrina denominada “Quinto Império” assenta em quatro importantes pilares – a Espiritualidade; a Sobriedade; a Solidariedade e a Cooperação! Dentro destes importantes princípios morais e espirituais deve ser assente uma nova ideologia económica autossustentada que idealmente deveria ser prosseguida por todos os países em vias de desenvolvimento e outros ditos avançados tecnicamente que no plano social mantêm igualmente importantes “bolsas de miséria”! Torna-se premente chamar a atenção do cidadão comum de que ele é principalmente a célula que constitui a base da humanidade e assim como a família é outra importante célula que dá autossustentação à vida humana na Terra! Temos de reconhecer de que na atualidade e face aos conhecimentos científicos e técnicos conquistados pelos seres humanos é tempo de começarmos a reconhecer que na fase atual e evolutiva da Humanidade o Capitalismo está sendo ultrapassado! Novos ideais; novos conhecimentos, novos conceitos existem na vida universal onde todos nós estamos naturalmente inseridos! E aqui um novo conceito político surge que apesar de ser novo na nossa atualidade é já velho em relação a outras gerações humanas de um passado histórico e aqui estamo-nos referindo às ordens militares de cavalaria que existiram ao longo da Idade Média, estamo-nos referindo principalmente a Portugal quando recordamos o forte braço lusitano da Ordem do Templo e da nossa prestigiosa Ordem de Cristo! São estas duas importantes e nobres Ordens exemplos vivos de valor espiritual e patriótico que animaram os nossos ilustres antepassados, os quais por si próprios representam uma enorme fonte de estímulo para todos os jovens portugueses e daí a necessidade urgente de ser criado um novo modelo institucional de partido político em terras portuguesas! E aqui podemos inferir da necessidade de ser de novo restabelecido o serviço militar obrigatório para todos os jovens que sendo aquele  uma  escola de formação de futuros homens e mulheres com carácter e elevada moral, preparando-os para o enfrentamento de novas e imprevistas situações de guerra ou defesa dos nossos valores culturais, históricos, língua e bens materiais contidos no nosso espaço geográfico (mar, ar e terra) da nação portuguesa e que tudo indica que já estão eclodindo novos e tormentosos conflitos!

 

É fascinante observar esse imenso laboratório que é o planeta Terra!

 

É fascinante observar esse imenso laboratório que é o planeta Terra, onde uma infinidade de experiências vai sendo realizada a um nível simplesmente incrível! E todos esses múltiplos acontecimentos que se vão desenrolando no dia-a-dia ou a todos os instantes das nossas curtas vidas físicas! Atualmente na Europa está ocorrendo uma crescente desacreditação dos partidos políticos e simultaneamente a degradação desses mesmos partidos políticos e o exemplo flagrante disso situa-se na tremenda queda da antiga União Soviética e o estrondoso fracasso do Comunismo e se a queda do Comunismo foi má então a derrocada do Capitalismo será dramática perante uma onda infernal de fundamentalismo que está afetando uma importante região do planeta e que se vai infiltrando através de “quintas colunas” em diferentes países do Ocidente, espalhando morte e medo. Aqui e na origem de todos estes acontecimentos terríveis e dramáticos têm a sua real causa na manipulação realizada por mentes doentes e obcecadas de indivíduos detentores do poder material fundamentado em enormes recursos financeiros que vão sendo aplicados em diferentes países e ou regiões do planeta gerando guerras, destruições e conflitos sociais de toda a ordem apenas com a intenção condenável de dominar e conquistar novos mercados na obtenção de mais lucros e onde os especuladores financeiros e as grandes empresas procuram de forma ávida sugar as riquezas das nações. O cidadão comum coletivamente representa muito mais de dois terços da população mundial e um número muito restrito de indivíduos a nível mundial controlam, dominam e exploram em seu exclusivo proveito os recursos e energias da maioria dos países existentes no mundo. Eis, pois, urgente que os trabalhadores representados pelos seus Sindicatos se unam numa “frente comum” juntando a sua experiência e conhecimentos técnicos, criando novas estruturas sociais e fabris que façam frente à monstruosa máquina do neocapitalismo, defrontando-a com iguais armas que os recursos materiais e o trabalho e engenho humanos unidos poderão desenvolver. A Constituição da República Portuguesa contempla três setores distintos de atividades – o setor privado; o setor público e finalmente o setor cooperativo e social de propriedade dos meios de produção (Artigo 80º. (Princípios Fundamentais). É chegada a altura de se repensar a importância crescente do terceiro setor agora apontado por nós e no qual vemos a possibilidade de a própria democracia ser reformulada no sentido mais humanamente social e económico e tendo como base uma mais direta participação do cidadão comum na vida comunitária quando todos os seus representantes políticos sejam eleitos pelo voto direto e individual. Assim, cada candidato terá que defender pessoalmente a sua própria candidatura a qualquer lugar político junto da comunidade em que se encontrar inserido e só assim será possível a realização plena da democracia participativa.

 

A nova figura institucional do Partido Político Iniciático.

 

Nada de novo foi inventado e o ser humano de forma sábia e consciente compreende e segue de forma racional e progressiva as lições e os exemplos extraordinários que a Natureza através das suas leis tem vindo a imprimir desde a formação do planeta e dessa mesma ação surgiu a manifestação multidiferenciada da vida orgânica e inorgânica na Terra. No caso específico do ser humano ao nascer neste mundo físico vai naturalmente ser submetido a uma iniciação adequada à sua formação e desenvolvimento estando este último sujeito a quatro fases vivenciais que compreendem em sentido evolutivo a infância; a juventude; a maturidade e finalmente a velhice, o que surpreendentemente poderemos comparar na respetiva ordem natural à Primavera; ao Verão; ao Outono e ao Inverno! Todas as fases da iniciação por que passam os seres humanos compreendem sempre a sua formação física e o seu desenvolvimento que vai contemplar diferentes campos evolutivos, tais como: o somático, o psíquico e o espiritual. Na realidade e no que se refere à nova figura institucional do futuro Partido Político igualmente poderemos considerar que o respetivo militante irá ter uma iniciação em conformidade com a natureza e estruturas ideológicas do referido Partido, passando por uma fase de formação cívica; política e de militância. Conforme afirmámos inicialmente e no campo cívico/moral o iniciado militante deve assimilar e praticar os quatro princípios básicos já referido que são exatamente – a Sobriedade; a Solidariedade; a Cooperação e finalmente a Espiritualidade, sendo este último princípio correspondente ao Inverno da vida do ser humano – estação onde aquele atinge a plenitude do seu desenvolvimento intelectual e espiritual. Eis, pois uma boa conclusão ao seguirmos o exemplo da Mãe Natureza, aplicando a mesma orientação seguida por aquela num novo modelo ou figura institucional de um dado partido político, indo buscar a história; a cultura do respetivo país, inspirando-se no caso de Portugal nas suas históricas e nobres Ordens Religiosas Militares, restaurando mesmo o espírito da Ordem de Cristo e insuflando-o nas mentes jovens portuguesas, desenvolvendo o amor-pátrio e mobilizando-as numa causa superior da Nação como objetivo máximo e conducente ao desenvolvimento material e espiritual de Portugal e nessas mesmas bases desenvolver então um projeto de Lusofonia integralmente virado para a cooperação e solidariedade com todos os países que falam a língua portuguesa e daí dando razão ao grande poeta Fernando Pessoa que afirmava que “ A minha Pátria é a Língua Portuguesa!” De facto, nós Portugueses dispomos de material riquíssimo que nos poderá permitir desenvolver uma nova perspetiva de vida, partindo de novas premissas completamente soltas, livres de cansadas ideologias ortodoxas, onde poderemos optar por uma nova economia de autossustentação em que a importância do “lucro” passa a um plano inferior substituído por novos ideais de vivência e desenvolvimento sociais onde princípios como a Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e a Espiritualidade serão os pilares fundamentais de uma nova ordem social, política e económica que fundamentada no conhecimento científico iremos alargar a nossa compreensão do Universo na importante busca de conhecê-lo e sobretudo de nos conhecermos a nós próprios como entidade vivas, inteligentes e formadas por corpo e espírito, buscando, assim conhecer finalmente a verdadeira razão da nossa origem e o porquê da nossa existência no contexto universal!

 

O Projeto dos Descobrimentos Portugueses.

 

Ao voltarmos à História de Portugal veremos que a esfera armilar, empresa que D. Manuel I recebeu de D. João II, é um símbolo por excelência da ciência com raízes herméticas que possibilitou a realização do Projeto dos Descobrimentos Portugueses que Fernando Pessoa concluía nos seus estudos a importância da ciência nos Descobrimentos Portugueses a par da Mística do Culto do Espírito Santo, tendo sido estas duas vertentes harmonizadas, ciência e mística tiveram origem templária comum e estavam de acordo com a ciência global postulada pelos grandes filósofos teosóficos do Renascimento, como por exemplo Giordano Bruno que iria exercer uma importante influência no pensamento de Sampaio Bruno tendo este encontrado as fontes da espiritualidade e de um método científico que sendo aplicados ao estudo da mente e do mundo esotérico estaria de acordo com o novo paradigma científico/espiritualista. Em o “Ensaio da Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social” ali pretendemos abordar de forma racional e científica a realidade representada pelo binómio corpo/espírito que constitui a realidade da existência do ser humano e a sua inserção no contexto universal!

 

Jacinto Alves, escritor e ensaísta, autor dos livros: - “Operação: Quinto Império – 2010 – Editora Ecopy; “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social – 2013 – Chiado Editora. Em preparação o romance iniciático intitulado: - “Os Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro.

 

 

 

 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Uma Nova Figura Institucional do Partido Político


A NOVA FIGURA INSTITUCIONAL DO PARTIDO POLÍTICO

                                       

 

                             O PARTIDO POLÍTICO INICIÁTICO

 

 

 

Este meu artigo é especialmente dedicado a todos os jovens portugueses, raparigas e rapazes que amam a sua Pátria – Portugal e que verdadeiramente estão preocupados com o futuro do seu país, pois, naturalmente deles está inteiramente dependente a Pátria Portuguesa! Uma falsa globalização tem vindo a ser instalada a nível planetário por vontade e orientação expressas das elites económicas dominantes e que na verdade são uma muito reduzida expressão da própria Humanidade. Eis, pois, uma boa razão para que o cidadão comum – o trabalhador, comece a conquistar uma nova postura quanto à sua importante missão no seio da comunidade em que se encontra inserido.

 

Nós, Cidadãos Comuns .

 

 Nós, cidadãos comuns ao longo de muitos séculos temos vindo a ser manipulados por outros indivíduos humanos que apesar da sua reduzida expressão em número, mas detentores e donos dos principais meios de produção representados pelo poder do “deus dinheiro” ou seja: pelo Capital começam a ver finalmente o seu império a reduzir-se e a limitar-se, mas ainda no Século XXI com suficiente poder para gerar conflitos armados, miséria e morte em países visados pela sua avidez desmensurada na captação de riquezas e poder pessoais, de famílias, etnias e de grupos! Somos de plena opinião de que sempre existiu um governo mundial invisível que deu origem à 1ª. e 2ª. Guerras Mundiais e que vão dar origem à terceira guerra o fenómeno do jihadismo e do conflito ucraniano são efetivamente as primeiras sementes que já estão germinando e que irão dar origem a um novo conflito armado a nível planetário.

 

O Clube Secreto dos Poderosos.

 

Cristina Martín Jiménez, jornalista e escritora espanhola é a autora do livro “Clube Secreto dos Poderosos, publicado em 2014, destaca que de entre os três objetivos a que se propõem os “Senhores do Poder” foi a criação de uma nova e única religião para todo o planeta defendendo o pensamento de que não podendo ser destruída a fé das pessoas que fosse criada uma nova religião, uma religião desenhada e controlada pelos “Senhores do Mundo”, mostrando estarem inspirados na religião única criada por Hitler no seu Estado nazi!

 

O Pensamento para a criação de uma religião única

 

O pensamento para a criação de uma religião única é já muito antiga e dista dos tempos bíblicos e que já no Século XVII, em Portugal o Padre António Vieira na sua obra “História do Futuro” ali defendia a criação do “Quinto Império” onde um diferente conceito começa a ser definido sendo Portugal a nação incumbida para fundar no planeta Terra uma nova doutrina espiritualista que iria unificar todas as nações, raças e povos. Simplesmente este novo conceito em relação ao estabelecido pelos “Senhores do Poder” agora no Século XXI e pela doutrina nazi no Século XX é de sinal contrário aos fins negros e nefastos destes!

 

A Nova Doutrina denominada Quinto Império.

 

A nova doutrina denominada “Quinto Império” assenta em quatro importantes pilares – a Espiritualidade; a Sobriedade; a Solidariedade e a Cooperação! Dentro destes importantes princípios morais e espirituais deve ser assente uma nova ideologia económica autossustentada que idealmente deveria ser prosseguida por todos os países em vias de desenvolvimento e outros ditos avançados tecnicamente que no plano social mantêm igualmente importantes “bolsas de miséria”! Torna-se premente chamar a atenção do cidadão comum de que ele é principalmente a célula que constitui a base da humanidade e assim como a família é outra importante célula que dá autossustentação à vida humana na Terra! Temos de reconhecer de que na atualidade e face aos conhecimentos científicos e técnicos conquistados pelos seres humanos é tempo de começarmos a reconhecer que na fase atual e evolutiva da Humanidade o Capitalismo está sendo ultrapassado! Novos ideais; novos conhecimentos, novos conceitos existem na vida universal onde todos nós estamos naturalmente inseridos! E aqui um novo conceito político surge que apesar de ser novo na nossa atualidade é já velho em relação a outras gerações humanas de um passado histórico e aqui estamo-nos referindo às ordens militares de cavalaria que existiram ao longo da Idade Média, estamo-nos referindo principalmente a Portugal quando recordamos o forte braço lusitano da Ordem do Templo e da nossa prestigiosa Ordem de Cristo! São estas duas importantes e nobres Ordens exemplos vivos de valor espiritual e patriótico que animaram os nossos ilustres antepassados, os quais por si próprios representam uma enorme fonte de estímulo para todos os jovens portugueses e daí a necessidade urgente de ser criado um novo modelo institucional de partido político em terras portuguesas! E aqui podemos inferir da necessidade de ser de novo restabelecido o serviço militar obrigatório para todos os jovens que sendo aquele  uma  escola de formação de futuros homens e mulheres com carácter e elevada moral, preparando-os para o enfrentamento de novas e imprevistas situações de guerra ou defesa dos nossos valores culturais, históricos, língua e bens materiais contidos no nosso espaço geográfico (mar, ar e terra) da nação portuguesa e que tudo indica que já estão eclodindo novos e tormentosos conflitos!

 

É fascinante observar esse imenso laboratório que é o planeta Terra!

 

É fascinante observar esse imenso laboratório que é o planeta Terra, onde uma infinidade de experiências vai sendo realizada a um nível simplesmente incrível! E todos esses múltiplos acontecimentos que se vão desenrolando no dia-a-dia ou a todos os instantes das nossas curtas vidas físicas! Atualmente na Europa está ocorrendo uma crescente desacreditação dos partidos políticos e simultaneamente a degradação desses mesmos partidos políticos e o exemplo flagrante disso situa-se na tremenda queda da antiga União Soviética e o estrondoso fracasso do Comunismo e se a queda do Comunismo foi má então a derrocada do Capitalismo será dramática perante uma onda infernal de fundamentalismo que está afetando uma importante região do planeta e que se vai infiltrando através de “quintas colunas” em diferentes países do Ocidente, espalhando morte e medo. Aqui e na origem de todos estes acontecimentos terríveis e dramáticos têm a sua real causa na manipulação realizada por mentes doentes e obcecadas de indivíduos detentores do poder material fundamentado em enormes recursos financeiros que vão sendo aplicados em diferentes países e ou regiões do planeta gerando guerras, destruições e conflitos sociais de toda a ordem apenas com a intenção condenável de dominar e conquistar novos mercados na obtenção de mais lucros e onde os especuladores financeiros e as grandes empresas procuram de forma ávida sugar as riquezas das nações. O cidadão comum coletivamente representa muito mais de dois terços da população mundial e um número muito restrito de indivíduos a nível mundial controlam, dominam e exploram em seu exclusivo proveito os recursos e energias da maioria dos países existentes no mundo. Eis, pois, urgente que os trabalhadores representados pelos seus Sindicatos se unam numa “frente comum” juntando a sua experiência e conhecimentos técnicos, criando novas estruturas sociais e fabris que façam frente à monstruosa máquina do neocapitalismo, defrontando-a com iguais armas que os recursos materiais e o trabalho e engenho humanos unidos poderão desenvolver. A Constituição da República Portuguesa contempla três setores distintos de atividades – o setor privado; o setor público e finalmente o setor cooperativo e social de propriedade dos meios de produção (Artigo 80º. (Princípios Fundamentais). É chegada a altura de se repensar a importância crescente do terceiro setor agora apontado por nós e no qual vemos a possibilidade de a própria democracia ser reformulada no sentido mais humanamente social e económico e tendo como base uma mais direta participação do cidadão comum na vida comunitária quando todos os seus representantes políticos sejam eleitos pelo voto direto e individual. Assim, cada candidato terá que defender pessoalmente a sua própria candidatura a qualquer lugar político junto da comunidade em que se encontrar inserido e só assim será possível a realização plena da democracia participativa.

 

A nova figura institucional do Partido Político Iniciático.

 

Nada de novo foi inventado e o ser humano de forma sábia e consciente compreende e segue de forma racional e progressiva as lições e os exemplos extraordinários que a Natureza através das suas leis tem vindo a imprimir desde a formação do planeta e dessa mesma ação surgiu a manifestação multidiferenciada da vida orgânica e inorgânica na Terra. No caso específico do ser humano ao nascer neste mundo físico vai naturalmente ser submetido a uma iniciação adequada à sua formação e desenvolvimento estando este último sujeito a quatro fases vivenciais que compreendem em sentido evolutivo a infância; a juventude; a maturidade e finalmente a velhice, o que surpreendentemente poderemos comparar na respetiva ordem natural à Primavera; ao Verão; ao Outono e ao Inverno! Todas as fases da iniciação por que passam os seres humanos compreendem sempre a sua formação física e o seu desenvolvimento que vai contemplar diferentes campos evolutivos, tais como: o somático, o psíquico e o espiritual. Na realidade e no que se refere à nova figura institucional do futuro Partido Político igualmente poderemos considerar que o respetivo militante irá ter uma iniciação em conformidade com a natureza e estruturas ideológicas do referido Partido, passando por uma fase de formação cívica; política e de militância. Conforme afirmámos inicialmente e no campo cívico/moral o iniciado militante deve assimilar e praticar os quatro princípios básicos já referido que são exatamente – a Sobriedade; a Solidariedade; a Cooperação e finalmente a Espiritualidade, sendo este último princípio correspondente ao Inverno da vida do ser humano – estação onde aquele atinge a plenitude do seu desenvolvimento intelectual e espiritual. Eis, pois uma boa conclusão ao seguirmos o exemplo da Mãe Natureza, aplicando a mesma orientação seguida por aquela num novo modelo ou figura institucional de um dado partido político, indo buscar a história; a cultura do respetivo país, inspirando-se no caso de Portugal nas suas históricas e nobres Ordens Religiosas Militares, restaurando mesmo o espírito da Ordem de Cristo e insuflando-o nas mentes jovens portuguesas, desenvolvendo o amor-pátrio e mobilizando-as numa causa superior da Nação como objetivo máximo e conducente ao desenvolvimento material e espiritual de Portugal e nessas mesmas bases desenvolver então um projeto de Lusofonia integralmente virado para a cooperação e solidariedade com todos os países que falam a língua portuguesa e daí dando razão ao grande poeta Fernando Pessoa que afirmava que “ A minha Pátria é a Língua Portuguesa!” De facto, nós Portugueses dispomos de material riquíssimo que nos poderá permitir desenvolver uma nova perspetiva de vida, partindo de novas premissas completamente soltas, livres de cansadas ideologias ortodoxas, onde poderemos optar por uma nova economia de autossustentação em que a importância do “lucro” passa a um plano inferior substituído por novos ideais de vivência e desenvolvimento sociais onde princípios como a Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e a Espiritualidade serão os pilares fundamentais de uma nova ordem social, política e económica que fundamentada no conhecimento científico iremos alargar a nossa compreensão do Universo na importante busca de conhecê-lo e sobretudo de nos conhecermos a nós próprios como entidade vivas, inteligentes e formadas por corpo e espírito, buscando, assim conhecer finalmente a verdadeira razão da nossa origem e o porquê da nossa existência no contexto universal!

 

Jacinto Alves, escritor e ensaísta, autor dos livros: - “Operação: Quinto Império – 2010 – Editora Ecopy; “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social – 2013 – Chiado Editora. Em preparação o romance iniciático intitulado: - “Os Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro.

                                                           

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma Estratégia Geopolítica, Social e Económica para Portugal



            UMA ESTRATÉGIA GEOPOLÍTICA, SOCIAL E ECONÓMICA      

                                                PARA PORTUGAL

 
 Portugal desde o 25 de Abril de 1974 nunca conseguiu definir uma estratégia geopolítica e económica realista e objetiva e que fosse ao encontro de facto do seu verdadeiro rumo histórico! Numa primeira ilusão virou-se integralmente para a Europa com a convicta intenção que ali iria encontrar a solução definitiva de todos os seus problemas e ambições. Falsa verdade que levou Portugal a afastar-se da sua verdadeira vocação atlântica e universalista! Na verdade, nós, Portugueses temos maiores afinidades com os asiáticos, americanos e com os africanos que quaisquer outros europeus nomeadamente com os povos do Norte da Europa, onde verdadeiramente está o poder do dinheiro ou pelo menos onde se situam os ramos ou braços da maior influência do neoliberalismo e onde naturalmente a América do Norte ocupa um lugar predominante a nível mundial!

Os Sábios do Sião estão perdendo o poder no Mundo!

Face às ocorrências que consideramos avançadas e evolucionárias que estão sendo operadas na Grécia e muito proximamente em Espanha e poderemos igualmente admitir que em Portugal, França, Itália e outros países mais a Sul da Europa o “ Dia Nascente da Cidadania e do Cidadão virá a ser a grande realidade do Século XXI, tendo já despontado esse dia na manhã do Dia 25 de Janeiro de 2015, na cidade de Atenas – nas eleições legislativas da Grécia.

Efectivamente os Sábios do Sião estão perdendo o Poder no Mundo!  Num artigo meu publicado no semanário O Regional, de S. João da Madeira em 2013 sob o título: -  É preciso contrariar os Desígnios contidos nos Protocolos dos Sábios do Sião, onde foram feitas algumas afirmações e chamadas de atenção para aquele mesmo poder totalitário que domina o planeta através dos chamados mercados especulativos financeiros, sendo necessário contrariar os desígnios secretos e maquiavélicos contidos nos famosos Protocolos dos Sábios do Sião, nos quais a Alemanha se faz representar amplamente e que o actual governo português é seu fiel e obediente seguidor, triste realidade que só envergonha Portugal e os Portugueses! Ao utilizar o nosso Povo  como uma cobaia em nome de experiências neoliberais na obscura intenção de atingir determinados fins designados economicamente ideológicos!

A economia neoliberal precisa de ser contrariada vindo a ter como opositora uma nova ideologia que actue simultaneamente nos campos económico, social, político e espiritualista e essa mesma ideologia está materializada na Doutrina do Cooperativismo agora consubstanciada na denominação de Doutrina da Cidadania Social que o livro Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social”, publicado em 2013 pela Chiado Editora que pela sua simplicidade encerra um importante espírito humanista e universalista, onde a riqueza das nações poderá ser distribuída de uma forma mais directa, geral e equitativa



A Doutrina do Cooperativismo é a única força ideológica!

 


Pensamos que a Doutrina do Cooperativismo que conjuntamente com os sectores público e privado está igualmente contemplada na Constituição da República portuguesa é agora nos inícios do Século XXI, a única força ideológica que poderá fazer frente ao neoliberalismo e ao neocolonialismo comandados por uma Alemanha agora Século XXI apoiada pelos seus naturais aliados os especuladores financeiros internacionais posicionados estrategicamente em diferentes países, nomeadamente nos Estados Unidos.

O movimento cooperativista desde o seu princípio (1843) vai encontrar em Pierre-Jean Proudhon (1808-1865) que exerceu uma forte influência no referido movimento cooperativista a partir do Século XIX, Proudhon, era chamado por Marx e seus seguidores de socialista utópico, no entanto, o próprio Proudhon, nunca aceitou tal designação, no entanto, considerava-se anarquista ao valorizar e defender a liberdade individual dos seres humanos, sendo essa liberdade um processo natural do desenvolvimento e evolução da sociedade humana.
 

O movimento cooperativista desde o seu princípio, pode ser considerado uma forma de reacção dos trabalhadores ao sistema capitalista e seus processos produtivos. Os precursores do cooperativismo prospectaram uma sociedade mais justa e igualitária em que a organização e sistematização do trabalho estariam com pressupostos valorativos, divergentes do modo de produção capitalista; 

De facto os integrantes daquele movimento foram considerados Socialistas Utópicos por terem elaborado um projecto transformador da sociedade burguesa, sem o reconhecimento da necessidade de se fazer uma transição, através da luta de classes e consequentemente o referido processo ser realizado de forma gradual, objectiva e pacífica. Tratava-se de um novo modelo social baseado na convivência harmoniosa e não na competição e acumulação capitalista! 

A realidade existente agora no segundo decénio do Século XXI, é nova e diferente em relação à ocorrida na primeira metade do Século XIX e ao que os trabalhadores na sua luta incansável contra o domínio e exploração do Capitalismo, utilizaram diferentes armas ideológicas, tais como: o socialismo utópico; o socialismo associativo e cooperativista que acabou por fomentar o movimento operário para a prática concreta do cooperativismo;

 

 

As relações entre Trabalho/Capital sofreram profundas alterações
 


Agora no Século XXI a relação Trabalho/Capital, sofreu profundas transformações em que efectivamente o Capital já não tem o domínio total do conhecimento e da tecnologia uma vez que o Trabalho domina já perfeitamente aqueles componentes, diremos mesmo que os trabalhadores ao desenvolverem uma nova organização social, laboral e tecnológica fundamentada em quatro pilares, a ver: - A Solidariedade; a Cooperação; a Sobriedade e a Espiritualidade estarão a contribuir definitivamente  para a formação de uma nova sociedade, onde  praticamente no campo material estarão em pé de igualdade com o Capital e já posicionados numa fase superior da evolução humana  e aqui o Socialismo tem uma forte componente decisora através de um Cooperativismo objetivo, lúcido e avançado!

A Doutrina do Cooperativismo é independente, própria e inovadora!

Historicamente sabemos que a filosofia do Cooperativismo poderá ter algumas afinidades com alguns ramos do socialismo, mas nos seus fundamentos trata-se de uma ideologia que tem como suporte um pensamento próprio e independente funcionando naturalmente na sua base estrutural, histórica, social, espiritual, científica e económica. Que respeitando o livre arbítrio humano ou seja a livre iniciativa procura no entanto uma base de entendimento que irá levar o ser humano a refletir procurando conhecer-se de forma profunda e consciente sobre a sua  realidade formada por corpo e espírito e da importância da sua existência e relação íntima com a realidade do Universo.

Sem dúvida de que o Partido Socialista agora alinhado com outros ramos da Esquerda Portuguesa e assim como com importantes áreas do centro-direita português tem agora uma oportunidade única em avançar com a implementação e desenvolvimento do cooperativismo em Portugal por se verificar que vários milhões de portugueses encontram-se presentemente num estado de pobreza e dependência confrangedores. É agora o momento certo para que o Partido Socialista deva assumir-se como um grande Partido Político capaz de libertar Portugal da teia insidiosa e dramática em que o actual governo português formado por uma maioria representada pelo PSD e CDS, afundou os Portugueses tendo naturalmente a conivência e apoio do Presidente da República, o qual no presente e de forma alguma poderá ser o presidente de todos os Portugueses!

Jacinto Alves, ensaísta e autor dos livros “Operação: Quinto Império (2010- Editora Ecopy) e “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império - Uma Nova Perspetiva Social” (2013- Chiado Editora). Estando igualmente para futura publicação o seu terceiro livro – “Os Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro”, tratando-se de um romance iniciático que vai completar a trilogia literária realizada pelo autor.

sábado, 10 de janeiro de 2015

A SOLUÇÃO DA EUROPA ESTÁ EM PORTUGAL


                        A SOLUÇÃO DA EUROPA ESTÁ EM PORTUGAL


Face ao que está ocorrendo no mundo, nomeadamente na Europa e em França na cidade de Paris, a Humanidade e os seus principais dirigentes estão demonstrando uma total incapacidade em poder controlar o "caos" que tem vindo a ser gerado por minorias fundamentalistas, nomeadamente nas áreas das religiões, onde a política e a economia têm vindo a sofrer um completo "amalgamento"! Estamos pois, todos nós, Humanidade, a ser sujeitos a um rumo incerto e perigoso que nos vai vaticinar um futuro terrível, onde o sofrimento irá imperar de uma forma absolutamente indefinida e tendo por meta a própria extinção da espécie humana. É este o futuro que nos está reservado! Perguntamos? Será que não haverá uma solução para ir ao encontro desse mesmo terrível destino? Pensamos que sim! Trata-se de uma solução simples, inteligente e objetiva! Essa mesma solução passa pela Bíblia e precisamente pelo seu Antigo Testamento que de acordo com as escrituras Hebraicas, no Livro de Daniel, capítulo 2, aquele religioso veio a basear-se num mito num trecho bíblico que narra a história do rei Nabucodonosor II e do seu sonho com uma estátua erguida com cinco tipos de materiais, sendo o Quinto Império uma crença messiânica, milenarista concebida pelo Padre António Vieira (História do Futuro). Posteriormente a utopia do Quinto Império estará presente na obra de Fernando Pessoa, em "Mensagem." Poderemos concluir de que o "Quinto Império" foi uma forma de legitimar o movimento autonomista português que conseguiu o fim da "União Ibérica". E na base desta realidade histórica poderemos, agora, no Século XXI transpô-la para a nossa realidade quando a Humanidade tem vindo a defrontar-se de forma crescente com o problema do fundamentalismo islâmico recorrendo a importantes princípios e conhecimentos contidos na Ciência; na Economia e na Religião, e nesta última estamo-nos referindo à sua essência que é a espiritualidade humana que na realidade é independente de qualquer tipo de religião porque esta é fruto do imaginário humano e a outra - a espiritualidade é uma emanação própria da natureza do ser humano! Face ao avanço da Ciência Política há possibilidade de se desenvolver uma análise realista e objetiva e que ao longo da História da Humanidade que remonta a muitos e muitos milhares de anos retirar importantes ilações comparando-se os dois tipos de civilizações - uma regida pelo império das normas ou imposições religiosas no caso específico do fundamentalismo islâmico e a outra dominada pelo positivismo materialista que efetivamente tem vindo a dominar cada vez mais o mundo ocidental onde "a ganância e a cegueira do lucro" são fatores crescentemente dominantes!

Queremos concluir de que efetivamente na narrativa do livro - "Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império - Uma Nova Perspetiva Social", ali é desenvolvido um pensamento que nos poderá conduzir à criação de uma "formula" que irá ao encontro da solução dos acuais problemas que a civilização do Ocidente de uma forma dramática está enfrentando. Tal como o nosso Padre António Vieira encontrou uma solução para desfazer a indesejável "União Ibérica", também nós, no Ocidente poderemos encontrar uma fórmula desejável para combatermos o fundamentalismo islâmico e eliminarmos definitivamente o materialismo desenfreado que domina as sociedades ditas evoluídas do Século XXI.

No livro - "Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império - Uma Nova Perspetiva Social", ali é desenvolvido e feita uma abordagem política, sociológica e espiritualista poderemos retirar importantes ilações para a possibilidade da criação de uma nova ideologia que terá como pilares princípios como a Espiritualidade; a Solidariedade: a Sobriedade e a Cooperação  que poderá vir a dar origem a um novo tipo de sociedade, onde fatores ligados ao lucro; à propriedade privada, à própria religião e a diferentes circunstâncias associadas àqueles irão sofrer profundas alterações e não vão ser as ideologias, tais como: -o marxismo; a social-democracia; o socialismo democrático: o neoliberalismo que irão ter qualquer tipo de expressão ou influência nas sociedades do futuro, onde a democracia participativa terá um peso determinante e expressivo e onde as gerações mais idosas virão a ter uma importância fundamental para o desenvolvimento intelectual, social e espiritual das novas comunidades do Século XXI.

sábado, 1 de novembro de 2014

Os Arquitetos do Universo - História do Homem Futuro


                       Os Arquitetos do Universo

                                                           História do Homem Futuro

                                                       

                                                                      INTRODUÇÃO


No Parque dos Poetas, situado em pleno concelho de Oeiras, distrito de Lisboa e na sua zona mais central daquele famoso Parque situava-se um edifício magnífico, cheio de beleza e projetando uma luz intensa, onde os estilos arquitetónicos de três notáveis arquitetos – Siza Vieira; Souto Moura e Fernando Távora se tinham juntado para criar então uma autêntica joia da arquitetura portuguesa, o famoso Instituto Superior de Estudos Avançados das Ciências do Homem – e mais conhecido pela sua sigla simplificada “ ISEA”.

Tratando-se de uma verdadeira joia da arquitetura portuguesa, transfigurava-se num imenso edifício de formato retangular, de linhas ora onduladas ora retilíneas projetava-se numa extensão de cerca de 150 metros, dispondo de quatro andares. Extensos e amplos jardins se estendiam em redor da edificação principal, onde abundavam variadas espécies de árvores, dispondo sempre de largos passeios ladeados por várias espécies de flores que pareciam beijar os pés de passeantes que por ali iam indo percorrendo de forma tranquila trocando e desenvolvendo entre si regra temas de elevada expressão espiritual e nível científico!

 

Estávamos no ano de 2020, tinham decorrido cerca de 5 anos após os grandes acontecimentos planetários que no ano de 2015, abalaram o planeta Terra e a sua humanidade. A grande ameaça cósmica materializada nos asteroides que tinha pairado sobre o planeta fora ultrapassada graças ao engenho humano assistido por Forças Espirituais que decisivamente contribuíram para que o planeta não se tivesse desintegrado e perecido por completo toda a vida nele existente. Entretanto, importantes alterações geológicas se tinham operado no globo terrestre. A mítica Atlântida reerguera-se dos fundos do Oceano Atlântico que por sua vez deixou de ter a enorme extensão que tivera durante milhares de anos, repartindo-se por vários mares e lagos. Zonas como por exemplo: - o Arquipélago dos Açores viu as sua superfície enormemente alargada e tornando-se numa gigantesca ilha no meio do antigo Atlântico fazendo praticamente uma ligação com a Península Ibérica e entre esta e a nova ilha apenas se separava um pequeno braço de mar distando uns escassos cinco quilómetros da antiga costa portuguesa, agora já recuperada e alargada ocorrendo uma extraordinária alteração geológica com o abaixamento dos próprios Pirenéus originando a criação de um grande lago que o dera origem a uma separação da França da Península Ibérica, confirmando-se a ideia do Nobel Português José Saramago, quando vaticinou no seu famoso romance a transformação da Península Ibérica na célebre “Jangada de Pedra”. Noutras regiões do globo terrestre outras alterações geológicas e geográficas foram igualmente importantes! Toda a costa portuguesa cresceu e ganhando espaço ao antigo oceano e cidades costeiras como Lisboa, Porto; Setúbal; Figueira da Foz foram recuperadas integralmente e regressando a elas todas os seus tradicionais habitantes e muitos outros imigrados de outros territórios localizados em diferentes pontos geográficos do globo atingidos e condenados pelos avanços das águas dos diferentes mares e oceanos!

 

Enfim o grande cataclismo que ameaçara de forma terrível o planeta Terra tinha sido neutralizado e a Humanidade agora liberta respirava de forma profunda e contendo uma nova ânsia de viver e uma necessidade imensa de alterar a sua própria postura em termos de convivência social, política e económica, assumindo o entendimento e prática por uma nova filosofia espiritualista onde praticamente todas as religiões então existentes vieram a convergir e a sofrer alterações profundas, perdendo definitivamente os seus dogmas e dando origem a nova forma de pensamento onde a espiritualidade e a ciência se aliaram definitivamente. A esse novo pensamento foi materializado por uma nova doutrina, a Doutrina da Cidadania Social que historicamente veio a nascer do Mito do Quinto Império, passando aquela mesma nova doutrina, a ser a Doutrina do Quinto Império, onde a Historiografia Portuguesa, através dos seus diferentes pensadores, filósofos e escritores, destacando-se nomes como o Padre António Vieira; Fernando Pessoa; Agostinho da Silva; Sampaio Bruno; António Quadros; António Telmo; Manuel J. Gandra e Paulo Borges e tantos outros defensores do Mito do Quinto Império, como elemento constante e histórico na cultura e mentalidade do Povo Português!

 

No que diz respeito especificamente na Historiografia Portuguesa à origem e desenvolvimento do Mito do Quinto Império Português divide-se por aqueles que o defendem e aqueles que o consideram pós 25 de Abril de 1974, como meio e fim esgotados e segundo Oliveira Martins, considera que com as liberdades cívicas, o avanço dos costumes e o progresso técnico realizados pelo Liberalismo deram-no como findo, considerando-o uma relíquia do passado ou ainda uma espécie de chancela cultural, mítica e mitológica do pretérito histórico de Portugal! Igualmente nas perspetivas de Lúcio de Oliveira e António Sérgio que com as ocorrências do republicanismo; o positivismo e o racionalismo, esgotaram e mataram o Mito do Quinto Império e com ele, naturalmente o Sebastianismo! O nosso ilustre escritor e historiador Miguel Real, no livro de sua autoria – Nova Teoria Sobre o Sebastianismo – – 1ª. Edição – D. Quixote, faz uma extensa análise na base da Historiografia Portuguesa sobre o Mito do Sebastianismo/Quinto Império em que duas correntes de opinião se dividiram entre os investigadores e historiadores portugueses. Diremos que ambas as partes têm a sua razão, sendo perfeitamente válidas as respetivas teses que defendem, contudo, na nossa opinião e na realidade configura-se uma terceira via a qual dá pleno fundamento ao Mito do Sebastianismo, uma vez que historicamente a introdução da Inquisição em Portugal por D. João III; as Invasões Francesas, no início do Século XIX, dizimaram cerca de 10% da população portuguesa e a Ditadura de mais de 40 anos em Portugal durante o Século XX, pesaram profundamente no espírito coletivo do Povo Português. Na Historiografia Portuguesa quanto à verdade sobre a consistência, natureza e razão válida que defendem tal mito, agora transformado em teoria e essa teoria convertida em doutrina – a Doutrina da Cidadania Social versus Doutrina do Quinto Império ou seja: a Doutrina da Verdade, cuja apresentação e desenvolvimento é feito no meu segundo livro – “ Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império- Uma Nova Perspetiva Social – 2013 – Chiado Editora.

 

 

Dando a devida razão a ambas as partes defensoras e não defensoras do Mito do Quinto Império, procurámos desenvolver uma terceira via que efetivamente passa pelo desenvolvimento da espiritualidade do ser humano que apoiado plenamente pela investigação científica se procura a descoberta e conhecimento do mecanismo das leis universais, as mesmas leis naturais que regem o nosso próprio mundo e do Universo na sua imensidão cósmica, contendo em si um número incontável de mundos e sistemas estelares, os quais e em conformidade com essas mesmas leis assistem numa escala própria um número, diremos quase infinito de vidas inteligentes. A transformação e a Evolução, são os elementos básicos que dão sustentabilidade à Força Criadora ou Inteligência Universal ou ainda a ação desencadeada pelo Grande Arquiteto do Universo, a suprema Causa de tudo quanto existe!

 

O ser humano ao longo de muitos milhares de anos e sempre sujeito a uma constante transformação do seu corpo somático e a uma progressiva evolução do seu espírito passou por uma longa e dolorosa fase de animalidade compreendida pelo instinto e volvidos esses mesmos milhares de anos veio a conquistar um novo atributo espiritual conhecido pelo “livre arbítrio”, portanto, passando a ser detentor da capacidade do raciocínio passando a ter a liberdade de tomar decisões por si próprio, ultrapassando assim as barreiras naturais de um universo tridimensional, conseguindo cognitivamente alcançar uma nova dimensão não já física, mas sim  pertencente a outras e superiores regiões do Universo! Em face da constante evolução espiritual do ser humano, este já está, agora em pleno Século XXI, próximo de se libertar da condição do “livre arbítrio” não precisando deste, e deixando de se debater entre o ser e não ser; o certo e o errado, pois em termos de natureza cósmica o espírito humano  atingiu um estado de grande desenvolvimento moral e intelectual que lhe vai permitir pela via da intuição alcançar um conhecimento de si mesmo e do próprio Universo, sabendo perfeitamente qual a sua responsabilidade e função na própria organização universal, o que numa perspetiva maçónica tornou-se por direito próprio num Arquiteto do Universo!

 

Estamos no início do mês de Janeiro do ano de 2020 e ao penetrarmos no magnífico edifício ISE – Instituto Superior de Estudos Avançados das Ciências do Homem agora completamente restaurado uma vez que ainda num passado recente estivera completamente coberto pelas águas do oceano que após a passagem dos asteroides Marduk II, aos poucos e poucos as águas do Atlântico foram recuando afastando-se alguns quilómetros na sua mais reduzida expansão marítima e que devido ao reerguer de vastos fundos do Atlântico fizeram crescer de forma vasta a superfície do Arquipélago dos Açores, tornando-se numa vastíssima ilha que se iria estender no centro das águas atlânticas em todas as direções geográficas, mas principalmente na direção da Península Ibérica – ficando a cerca de 5 quilómetros da costa portuguesa e apenas separado por um pequeno braço de mar. Portugal, nos finais do Século XX e princípios do Século XXI, um pequeno país europeu periférico, tornou-se numa das maiores nações planetárias, pois a sua extensão total começava na Europa e estendia-se na direção do Oceano Atlântico, vindo a ocupar grande parte da sua antiga superfície! Seria interessante verificar que o grande projeto do Quinto Império Português, sonhado pelo nosso Rei D. Sebastião que na histórica batalha de Alcácer Quibir para a conquista do Norte de África – Marrocos, sofreu uma derrota no dia 4 de Agosto de 1578 na Batalha dos Três Reis que foi travada numa região entre Tânger e Fez. Em pleno Século XXI e no ano de 2020, Portugal tinha uma importante relação diplomática, económica e cultural com Marrocos no âmbito dos PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. A consumação do sonho do Rei Encoberto, não foi conseguida pela força das armas, mas foi alcançada no Século XXI, pela cultura e pela solidariedade entre dois povos outrora inimigos! No ano de 2020, Portugal passou a dispor de uma superfície terrestre correspondente à sua antiga ZEE – Zona Económica exclusiva de mais de 3.877.408 kms2, área correspondente à superfície da Índia, passando a ser um dos maiores países em superfície do mundo!

 

Extratos do romance maçónico – “Os Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro” a publicar inícios ou meados do ano de 2015.

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Apresentação do livro "Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império - Uma Nova Perspetiva Social


                   Apresentação do livro – “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império –

                                       Uma Nova Perspetiva Social

 

 

 

Pretendemos iniciar esta nossa minha apresentação pondo previamente a seguinte questão:

                                           AFINAL PARA ONDE VAI PORTUGAL?

 

Sobre esta mesma grande questão - AFINAL PARA ONDE VAI PORTUGAL? Presumimos de que estará bem presente no espírito de todos os Portugueses?!

 

A resposta ou respostas que pretendemos desenvolver estão contidas no tema central do meu livro –“Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social”  uma vez que se trata de um ensaio sobre uma nova ideologia de inspiração lusófona e fundamentada em três vertentes que passamos a enumerar: a vertente histórico/espiritualista; a vertente política; a vertente social e a vertente económica. Infelizmente e observando-se o atual estado das sociedades, tanto no Ocidente como no Oriente, observa-se a lastimável situação dessas mesmas sociedades, imperando em algumas, governos totalitários; noutras e salvo honrosas exceções, vigora uma falsa democracia dominada e dirigida por uma ideologia neoliberal, onde o fator social vai sendo sistematicamente destruído e onde o   trabalhador vê cada vez mais reduzidos os seus direitos em favor dos especuladores financeiros; dos políticos corruptos e dos empresários gananciosos e exploradores!

Neste meu ensaio pretendo apresentar uma nova ideologia, onde é defendido de que efetivamente as gerações mais idosas vão ter uma importância decisiva na formação das novas sociedades do futuro sempre em função da sua espiritualidade, sensibilidade e experiência de vida. Dentro da mesma orientação são traçadas novas dinâmicas na consolidação das defesas das classes trabalhadoras, dotando as suas organizações sindicais com novos instrumentos de combate contra as investidas do neoliberalismo do Século XXI.

 

Neste meu livro e na sua vertente histórico/espiritualista esta fundamenta-se na tentativa de encontrar o ponto equidistante, diremos geométrico que irá definir o posicionamento entre o fundamentalismo religioso e o racionalismo materialista procurando-se encontrar uma doutrina verdadeiramente humanista, universalista de base racional e científica demonstrando de que a Morte não interrompe a Vida e a Vida existe fora da Matéria e numa outra perspetiva, esta de ordem mítica referimo-nos ao Mito do Quinto Império, onde o nosso Padre Vieira soube imprimir uma forte imagem, queremos significar de que numa nova versão, agora no Século XXI, o Mito transformou-se numa filosofia espiritualista sendo esta demonstrável cientificamente  e que portanto  e devido à sua natureza se tornou numa ciência profunda, vasta e eclética, à qual chamaríamos  de Ciência do Espírito –  A  Espiritologia!

 

Naturalmente que na vertente política e na ideologia desenvolvida no meu livro a democracia representativa perde parte da sua importância a favor da democracia participativa, onde o cidadão comum irá assumir maiores responsabilidades cívicas.

Finalmente quando nos referimos à vertente sócio/económica, procuramos desenvolver uma inovadora ideologia que neutralize por completo a ação nociva do “lucro” estando aquela corporizada numa nova organização laboral onde o trabalho e os rendimentos sejam repartidos de modo a poder-se generalizar um verdadeiro rendimento mínimo de cidadania socialmente equitativo e extensivo a qualquer cidadão!

Assim, procurámos desenvolver no livro alguns aspetos que consideramos importantes e que se referem às novas sociedades do Século XXI, tais como a divisão social em cidadãos infantes; cidadãos estudantes; cidadãos obreiros e finalmente cidadãos conselheiros, o que poderá significar que no futuro essa mesma sociedade de base cooperativista  que foi gerada por uma ideologia como a Doutrina da Cidadania Social vai continuar a respeitar e acima de tudo o livre arbítrio de cada cidadão que plenamente consciente dos seus deveres e direitos cívicos será sempre uma peça nuclear para que essa mesma comunidade do Século XXI, estejam presentes os mais elevados desígnios da condição humana, onde o cidadão plenamente esclarecido da sua realidade espiritual irá procurar no mundo material as condições necessárias para que todos em conjunto possam desenvolver uma atividade totalmente virada para o enriquecimento social, intelectual e espiritual coletivo e individual absolutamente centrado nas leis da evolução universal. Naturalmente que nesta nova sociedade os agentes nocivos como são os especuladores; os exploradores; os oportunistas e os corruptos não terão mais lugar e serão tratados não como criminosos, mas sim como seres humanos doentes sofrendo de graves perturbações mentais!

 

Na verdade, o livro – “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social”, pretende abrir caminho para uma desejável solução para a atual crise portuguesa, abrindo novas condições para que muitos milhares de portuguesas e portugueses, nomeadamente os desempregados de longa duração venham a ter  novas oportunidades para um futuro  estável, feliz e progressista!

Pensamos que a verdadeira via natural e progressiva para o funcionamento desejável de uma sociedade moderna terá que nascer de uma fonte ideológica, onde princípios básicos como a Solidariedade; a Sobriedade; a Espiritualidade e a Cooperação serão sempre pilares para a formação de uma sociedade mais justa e equilibrada. Portanto: O importante objetivo do “lucro” terá de dar lugar a um novo conceito que nos irá conduzir a uma cooperação integralmente respeitadora dos princípios já referidos, mas acrescentando novos fatores de âmbito inovador e orientador dessa nova sociedade na direção do progresso social, político, económico e espiritual!

Para concluir direi que essa nova ideologia e que é desenvolvida e apresentada no meu livro – “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social”, chama-se:

                                         Doutrina da Cidadania Social!

Será pois, esta nova doutrina que irá dar uma desejável resposta à questão que inicialmente apresentámos|  

 

                                  Afinal para Onde Vai Portugal?

 

             

                                                                                         

 

 

Porto, Ateneu Comercial do Porto, 04 de Outubro de 2014