A Doutrina da Cidadania Social
Cooperativista
Nos países de grande desenvolvimento tecnológico no Ocidente, a filosofia social do bem-estar do indivíduo tem
vindo rapidamente a decair, isto devido ao sistemático e progressivo aumento do
referido desenvolvimento tragicamente acompanhado por uma crescente degradação
dos verdadeiros valores morais, históricos e culturais que definem e formam uma
nação na sua célula mais representativa que é a Família!
O materialismo grassa de uma
forma assustadora levando o ser humano a uma voraz procura do consumismo
crescentemente incentivado pelas mais avançadas técnicas de publicidade
fortemente apoiadas pelos diferentes e diversos agrupamentos e interesses
económicos!
Em consonância com os conhecimentos espiritualistas mais avançados que apontam
para realidade espiritual do ser humano e que justificam plenamente uma
alteração drástica perante os grandes, graves e dramáticos problemas quando nos
referimos às consequências originadas pelas economias
consumistas que estão delapidando rapidamente os recursos naturais do planeta
que são limitados e que a espécie humana está consumindo, daí a plena
justificação de uma Acão ecológica a nível global que urgentemente terá de ser
implementada!
Com base nos princípios desenvolvidos as democracias quer a representativa quer a participativa
terão que vir a ter uma Acão mutuamente conjugada e tendo como sustentação os
princípios representados pelo Humanismo e pelo
Universalismo que dando origem a uma
nova ideologia materializada numa doutrina reforçada com
fundamentos da filosofia cooperativista
sergiana poderão servir de fonte de inspiração para um mais
amplo desenvolvimento do conceito de cidadania
que numa composição de alquimia semântica
nos poderá levar a uma nova fórmula de CIDADANIA SOCIAL COOPERATIVISTA onde
os tradicionais partidos políticos perdem grande parte da sua expressão dando lugar a
um novo estatuto em que o cidadão comum assumirá uma
maior e mais direta responsabilidade social,
caracterizando-se e distinguindo-se pelos seus atributos que são: -
1 - A Força de Vontade;
2 - A Consciência de si mesmo;
3 - A Capacidade de percepção;
4 - O Poder do Raciocínio;
5 - A Faculdade de Concepção;
6 - O Equilíbrio Mental;
7 - A Lógica;
8 - O Domínio de si mesmo;
9 - A Sensibilidade;
10 - A firmeza de Carácter
São estes, pois, os atributos do cidadão,
atributos que serão desenvolvidos ao longo das suas sucessivas reencarnações em
corpo físico na aprendizagem nesta Escola a que
chamamos planeta Terra, contudo, tal aprendizagem terá as suas bases através da
Educação dos Jovens, mas para
isso torna-se absolutamente necessário que a célula chamada FAMÍLIA, se mantenha sempre
íntegra na sua grande missão em formar espíritos que no futuro virão a ser
homens e mulheres de grande valor social, intelectual e espiritual dando origem
à formação de uma nova sociedade, onde o factor espiritualidade será sempre uma realidade constante!
Surge a necessidade premente de em Portugal ser
criada de uma nova doutrina de cariz ideológico que envolva simultaneamente princípios político/económicos de
base espiritualista, onde o
factor cidadania assume uma
importância relevante e nomeadamente no que toca a uma nova divisão da
sociedade que passaria pelo seguinte enquadramento social:
1 - Cidadãos Infantes;
2 - Cidadãos Estudantes;
3 - Cidadãos Obreiros;
4
- Cidadãos Conselheiros.
Em conformidade com os princípios desenvolvidos pelo ilustre investigador
francês, Henri Durville, autor do interessante
livro - “A Ciência Secreta” 1926 – Editora Pensamento, referia-se aos ciclos de vida do ser humano
que são: a infância; a juventude; a maturidade e a
velhice que por sua vez correspondem às quatro estações do ano
– Primavera; Verão; Outono e Inverno!
Será importante aqui salientar a enorme importância que as gerações
representadas pelas pessoas idosas
a que nós achámos por bem designar – Os Cidadãos Conselheiros – o 4º.
Ciclo da vida humana – a velhice e
que corresponde ao Inverno, irá
ter nas futuras sociedades do Século XXI,
envolvendo uma Acão verdadeiramente determinante para a futura evolução do ser humano
no planeta Terra!
Agora, no Século XXI, já dispomos de conhecimentos de base científica que nos
vão permitir ter uma compreensão mais consciente do mecanismo das leis naturais
e que nós seres humanos no plano físico devemos procurar um maior equilíbrio do
nosso relacionamento com a Natureza,
sendo portanto, certo fazermos uma comparação entre as estações do ano e os ciclos de vida do ser
humano!
Certamente que é e será sempre através do estudo
e do raciocínio que intelectual e intuitivamente iremos
alcançar uma maior evolução e portanto um
conhecimento mais lúcido e direto do porquê da nossa existência como seres vivos e da relação
que temos com o próprio Universo!
Naturalmente que na
Doutrina da Cidadania Social Cooperativista,
serão pesquisados e desenvolvidos
novos conceitos de ordem científica
que irão permitir ao cidadão conforme já afirmámos de prosseguir no seu
próprio desenvolvimento social, intelectual e espiritual, desenvolvimento esse
que irá contribuir de forma substancial para que seja possível formar uma
sociedade mais avançada, feliz em perfeita consonância com as leis naturais e
consequentemente respeitando a própria Ação da
Evolução
Universal que a todos assiste e rege!
Em termos teóricos quando se deu a explosão primordial do “Big Bang”, uma
fabulosa energia se expandiu onde as forças centrípetas e centrífugas
universais ficaram presentes e atuantes e assim e no tempo de Isaac Newton, a
metáfora para o Universo era de um relógio. O Universo seria um mecanismo
imenso com rodas dentadas e nele se impunham leis imutáveis. Era o determinismo
absoluto; entretanto, Darwin veio a alterar tudo com a sua investigação sobre a
“Origem das Espécies”. A metáfora de Charles Darwin era exatamente a oposta! Não
havia “determinismo”, sendo tudo acaso e seleção natural. Entretanto a Mecânica
Quântica veio reforçar o papel do acaso e por isso mesmo Albert Einstein não
gostava dela! Aparentemente esta crucial questão poderia ser posta na seguinte
forma: - Uma nova metáfora poderia ser produzida, sendo descrita como: - “ um
processo universal criativo” e assim sendo todo o Universo está em evolução!
Vejamos, uma simples e pequena bolota é a base do nascimento de um
carvalho que de forma determinada vai dar origem a uma gigantesca árvore que
poderá atingir os mil anos ou mais de existência. Trata-se efetivamente de um
processo criativo e assim e comparativamente todo o Universo está em evolução,
assumindo em termos de futuro formas já determinadas, tal como a bolota do
castanheiro, sendo que as próprias leis físicas que regem o Universo evoluem
dentro daquela estrutura criativa e expansiva e aqui as leis que assistem os
movimentos centrípeto e centrífugo universais atuam de forma determinada dando
origem a leis que não são imutáveis, mas sim constantes, que na sua ação vão
formando estruturas que ao desdobrarem-se criam novas estruturas ou
propriedades emergentes totalmente novas, mas internamente coerentes entre si,
teremos, portanto de concluir que existe efetivamente um “determinismo criativo
universal que
Assiste o Universo na sua expansiva imensidade contido num modelo pré-embrião,
tal como nos vai levar à conclusão de que o Universo tem vindo a ter uma
expansão acelerada conforme as ainda recentes descobertas científicas dos
investigadores norte-americanos, laureados com o Prémio Nobel da Física em 2011
– Saul Perlmutter; Brian Schmidt e Adam Riesse!
Essa mesma expansão acelerada do Universo que deu origem à existência do
espaço/tempo preenchido por seres e coisas e simultaneamente à constituição das
múltiplas dimensões ou planos onde ocorreram manifestações de formas de vida e
todas detentoras de evolução própria! Aqui poderemos concluir o seguinte: de
que existe um determinismo universal, cujo modelo é pré-existente que obedece a
um “processo criativo”. A palavra “processo” captura o facto de ele ser
orientado no tempo, do menos para o mais complexo e a palavra “criativo”
reconhece que o acaso não existe sendo possível conhecer o futuro embora este
se mostre sempre com cenários dinâmicos e alternativos em função das ações e
reações que no tempo presente vão ocorrendo!
A palavra “revolução” em termos semânticos
não poderá corresponder à nova realidade social do Século XXI
para a definição dessa nova ideologia
tem de ser inventada uma nova expressão que traduza inteiramente o significado
da referida ideologia – provavelmente
será:
“Revolucionar a Revolução ou Rerevolucionar?
Rerevolucionar significa despertar as consciências, sistemas, doutrinas e
conceitos ir para além da revolução, pois é disso que nós Portugueses
precisamos, o que teria de partir do âmago de cada um de nós! Esse mesmo
aprimoramento moral e intelectual seria livre, pacífico e individual vindo a
ser adquirido pelo estudo, raciocínio, o trabalho produtivo para
evitarmos o sofrimento quando infringimos as leis naturais que regem o Universo e assim tornarmo-nos
mais esclarecidos sobre quem somos e porque existimos e irmos para além da
realidade material que a Mãe Natureza aparentemente nos impõe!
A vida de todo o cidadão comum é simples e para a Humanidade é preciso que
sejam garantidos os direitos, obrigações e oportunidades iguais para todos com
a criação de um sistema político que permita haver justiça social, onde seja
possível trabalhar para a construção de um mundo mais justo e melhor para todos
os seres humanos e esse mesmo sistema político poderá vir a ser desenvolvido na
base filosófica de uma nova doutrina cooperante e
cooperativa inovadora e daí poderemos vir a concluir que o
verdadeiro motor da economia está fundamentalmente concentrado nos
trabalhadores!
O velho espírito coletivo lusitano que comandou as Descobertas e Expansão Marítimas no mundo
terá que ser despertado e o povo português terá que refletir podendo chegar à
conclusão de que as antigas, mas ainda decorrentes ideologias político/económicas
estão chegando ao seu fim e a democracia tal como é conhecida e praticada tem
igualmente os seus dias contados!
Algo tem que ser alterado. Portugal tem
que ser libertado dos grupos de corruptos nacionais
e estrangeiros que infestam o país criando situações de
exploração intoleráveis e invocando falsas razões
para assim poderem espoliar e esmagarem o povo trabalhador!
O cidadão comum coletivamente
representa muito mais de dois terços da população mundial e um número muito
restrito de indivíduos a nível mundial controlam, dominam e exploram em seu
exclusivo proveito os recursos e energias da maioria dos países existentes no
mundo. Eis, pois, urgente que os trabalhadores representados pelos seus Sindicatos
se unam numa “frente comum” juntando a sua experiência e conhecimentos
técnicos, criando novas estruturas sociais e fabris que façam frente à
monstruosa máquina do neocapitalismo, defrontando-a com estratégicas armas que
os recursos materiais e o trabalho e engenho humanos unidos poderão
desenvolver. A Constituição da República Portuguesa contempla três setores
distintos de atividades – o setor privado; o setor público e finalmente o setor
cooperativo e social de propriedade dos meios de produção (Artigo 80º.
(Princípios Fundamentais). É chegada a altura de se repensar a importância
crescente do terceiro setor agora apontado por nós e no qual vemos a
possibilidade de a própria democracia ser reformulada no sentido mais
humanamente social e económico e tendo como base uma mais direta participação
do cidadão comum na vida comunitária quando todos os seus representantes
políticos sejam eleitos pelo voto direto e individual. Assim, cada candidato
terá que defender pessoalmente a sua própria candidatura a qualquer lugar
político junto da comunidade em que se encontrar inserido e só assim será
possível a realização plena da democracia participativa.
Ao ser impressa uma nova
dinâmica face ao desenvolvimento social, político e económico dos tempos atuais
essa mesma dinâmica passa pela aplicação prática da doutrina cooperativista!
Podemos afirmar que na realidade o verdadeiro motor da economia fundamenta-se na
ação do trabalhador que tem nas suas mãos o verdadeiro poder económico e graças
à sua força de trabalho, ao seu conhecimento técnico e experiência
teremos de reconhecer de que o sindicalismo português no presente tem
urgente e imperiosa necessidade da sua reorganização emancipadora pela via do
cooperativismo e que já liberto da “ganância do lucro” poderá o trabalhador vir
a construir novas condições de vida, de progresso e de estabilidade e onde a
economia social cooperativa virá a ser
uma sólida realidade!
Assim, o movimento sindicalista português
deverá chamar a si uma inovadora estratégia criando as necessárias condições
para uma mais completa formação pedagógica, técnica e tecnológica dando ao povo
trabalhador a possibilidade de formar as suas próprias empresas
cooperativas e daí conseguir-se a desejada independência, libertando-o
definitivamente da exploração do capitalismo retrógrado e ganancioso e daí
surgir a necessidade do sindicalismo português chamar a si uma nova dinâmica
inovadora `sob a sigla de um novo nome que seria – o “Sindicalismo Cooperativo”.
Eis, pois uma razão fundamental
que justificará plenamente uma reformulação da própria Constituição da
República Portuguesa introduzindo um novo regime político onde o sector privado
deverá ser menos relevante e sendo incrementados os sectores cooperativo e
público, reforçando-os como os modelos mais adequados, justos e convenientes
a favor de um verdadeiro e natural progresso e bem-estar sociais do Povo
Português.
Conforme afirmámos inicialmente
a palavra “revolução” é insuficiente para
que se defina e dê base de sustentação à nova doutrina
da cidadania social e que permita alcançar determinados
conceitos, tais como: cooperação; ecologia;
espiritualidade; disciplina; solidariedade; sobriedade; ciência; estudo;
raciocínio; voluntariado; cooperativismo; reencarnação; evolução; transformação
e democracia participativa que irão dispor de uma posição
marcante na sociedade do futuro, contudo, outros conceitos como – economia de mercado; livre iniciativa;
comercialização; produção; industrialização, serão
mantidos, mas entretanto, passando por um rigoroso crivo onde os seus aspetos e
consequências negativas terão que ser eliminados nomeadamente o materialismo e
o consumismo que terão de dar lugar à SOBRIEDADE que
será um factor fundamental e determinante na realidade da nova ordem económica
e social nas novas sociedades do Século XXI!
A bolota do carvalho que contém em si o modelo pré-configurado de uma
enorme e milenar árvore que em conformidade com o tempo e o ambiente exterior
vai tendo o seu crescimento mais ou menos bem-sucedido.
No paradigma da Humanidade destaca-se a evolução e a Ciência da Antropologia
embora de forma limitada permite-nos ter um vislumbre do que seja efetivamente
a ação da vida neste pequeno planeta que se chama Terra! Portanto, a ação que
tem vindo a decorrer ao longo dos séculos, traduzida por constantes e violentos
embates entre seres humanos, na verdade trata-se de um mecanismo de natureza
evolutiva que fundamentado no sofrimento, nos encontros e desencontros da vida,
é o fator básico para que os seres humanos através da tentativa e do erro, vão
adquirindo conhecimentos que por sua vez vão ter uma ação direta na moldagem
física, psíquica e espiritual na personalidade humana, levando a experimentar
situações que começam com sentimentos diversos e primários, desde o ódio, a
maldade, a crueldade, a ganância, a inveja, experimentando sentimentos
grosseiros que no decorrer da sua vivência física vão passando por múltiplas e
extremas situações que lhe trazem grande sofrimento e é precisamente esse mesmo
sofrimento que leva o ser humano a raciocinar, aprendendo sobre o que está
certo e o que está errado, levando-o ao longo de milhares de reencarnações em
corpo físico, as quais se irão projetar por milhares de anos, começa
espiritualmente a evoluir e a transformar aqueles seus primeiros sentimentos
primários e grosseiros em novos sentimentos mais sublimados onde o amor, a
amizade, a coragem, a ternura, a tolerância começam a aflorar na alma humana!
E aqui chegamos ao grande paradigma da razão da existência do Universo, pois,
uma das importantes partes desse mesmo paradigma chama-se Transformação, mas a
outra não menos importante chama-se Evolução e daí a existência de um
determinismo universal! Agora no Século XXI, o ser humano dispõe já de um
conhecimento do Universo suficientemente amplo e profundo que lhe vai
permitir conhecer de uma forma clarividente os porquês sérios da Vida, da sua
própria existência e a razão fundamental do que seja a Força Criadora, a
Inteligência Universal ou exatamente o que representa verdadeiramente Deus!
Nunca estivemos sós ao longo das lentas, difíceis e dolorosas épocas que o
Tempo no decorrer de milhões de anos foi marcando.
O grande filósofo grego Sócrates proclamava: “ Ó homem Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o
Universo e os Deuses”. Hoje, dispomos desse mesmo
conhecimento, e reconhecemo-nos que na realidade os deuses somos nós quando
espiritualmente esclarecidos sobre a constituição do Universo nas suas duas
componentes – Força e Matéria, a primeira expoente
máxima da vida inteligente da qual nós seres humanos fazemos parte como
partículas de vida inteligente dessa mesma Força e finalmente a componente Matéria constituinte de todos os corpos
existentes no Universo! De facto será na base destes conhecimentos que nós
seres humanos temos no presente a necessidade básica de virmos a despertar para
a verdadeira realidade do Universo!
Há uma forma de pensamento que nos conduz efetivamente à evidência das
realidades da VIDA existentes neste mundo material que se chama planeta Terra!
Estamos de facto subordinados às leis da Natura e por essa razão a Ciência tem
uma ação determinante na nossa forma de viver! É conhecendo o mecanismo das
leis naturais que nós vamos compreender; respeitar e agir em completa harmonia
com os condicionalismos físicos da matéria, da vida evolutiva do espírito e
tomada de consciência com as realidades do Universo!
As religiões são na verdade uma criação gerada pela imaginação do Homem,
enquanto a Espiritualidade é um atributo próprio do espírito humano, elemento
básico do próprio desenvolvimento intelectual, emocional e espiritual que
caracterizam o crescimento natural do ser humano, no seu binómio
espírito/corpo!
Na base de um pensamento filosoficamente científico e Interventivo e se já
somos imortais e se queremos evoluir a partir de uma simples célula temos que
nos reproduzir e daí como causa primordial a expansão do Universo intimamente
ligado ao nosso próprio crescimento espiritual e cósmico!
A nossa evolução é processada através de várias reencarnações ou vidas
sucessivas na base da vivência em novos e diferentes corpos de matéria
organizada sendo mantida a nossa essência própria como vida inteligente (imortalidade) e através
da tentativa e do erro vamos adquirindo experiências e conhecimentos e
evoluindo num sentido lato, cósmico acompanhando sempre o próprio movimento
expansivo do Universo!
Aqui é levantada uma grande questão filosófica da
imortalidade ou da reprodução da Vida.
De forma especulativa poderemos admitir o seguinte: - Que a morte não interrompe a Vida e que a Vida
existe fora da Matéria e daí poderemos deduzir de que nós somos
imortais em termos de energia - força - espírito e que somos reprodutivos em
termos de Matéria e
aqui leva-nos a outra conclusão: se somos simplesmente imortais não temos
acesso à evolução porque
neste caso o Universo seria simplesmente estático e não havendo movimento nele
não poderiam ocorrer "mudanças"
e consequentemente não seria possível a existência do "Caos" e no seio
deste o surgimento da Ordem Geradora
da Evolução!
Para evoluirmos teríamos que nos reproduzir biologicamente, o que iria implicar
movimento e consequentemente - dinâmica ou por outras palavras ser-nos-á
permitido concluir de que no Universo operam-se os seguintes
movimentos universais:
Evolução da Força e transformação da Matéria
Eis, pois, uma convergência para um novo conceito da Vida absolutamente
independente das religiões e fundamentado simplesmente no pensamento
filosoficamente científico e interventivo e se já somos imortais e se queremos
evoluir a partir de uma simples célula temos que nos reproduzir e daí como causa
primordial intimamente ligada ao movimento de expansão do Universo.
No prosseguimento das nossas reflexões sobre o estabelecimento de uma
estratégia política começa a ser-nos possível fazer novos desdobramentos sobre
a definição e consolidação da Doutrina da Cidadania Social
Cooperativista e para esse fim teremos de recuar historicamente no
tempo e observar que desde o tempo do nascimento na nacionalidade portuguesa e
ao longo dos séculos o povo português foi passando por diferentes experiências
de ordem social, religiosa, espiritual, moral, económica e finalmente política!
Na monarquia vivemos e sofremos adversas etapas da vivência humana, umas mais
primitivas, cruéis ou mais humanizadas, mas sempre repletas de grande
sofrimento! Naturalmente que o conceito de sofrimento numa perspetival
espiritualista e filosófica da Evolução
assume aspetos e direções totalmente diferentes em relação àquelas outras
perspetival, originadas, por exemplo - pelas religiões
ou ainda pelo positivismo materialista!
De facto a espécie humana ao longo das eras tem vindo a evoluir material
e espiritualmente graças a essa alavanca que se chama sofrimento, sendo o sofrimento que tem vindo a
obrigar o ser humano a reagir às diversas adversidades que o mundo físico tem
vindo sistematicamente a impor - a necessidade de se alimentar, de se proteger
do frio, abrigar-se dos elementos naturais implacáveis ou ainda na luta pela
sobrevivência física contra as investidas de animais ferozes e predadores ou
ainda defendendo-se dos ataques dos seu próprio semelhante - o Homem!
Mas se avançarmos mais no tempo quando a República em 1910 destrona a
Monarquia, poderemos observar que de uma forma acelerada o povo português passa
por sucessivas e tumultuosas experiências sociais, económicas e políticas.
A Monarquia em Portugal não caiu
devido à força das ideias republicanas, mas sim
ao descalabro do próprio regime monárquico! O regime
constitucionalista implantado em 1834 era formado por dois partidos monárquicos
principais - o Regenerador e o
Progressista.
Em 31de Janeiro de 1891, ocorre a frustrada revolta republicana
na Cidade do Porto que pretendia acabar com a Monarquia em Portugal e a
resposta dos partidos monárquicos foi a de instalar uma ditadura que durou
desde 1894 e 1896. Finalmente no dia 4 de Outubro de 1910
é implantada a República,
seguindo-se 16 anos de turbulência partidária, política e instabilidade social
e económica!
Os constantes atentados à bomba, conspirações e golpes militares, foram
produzindo uma numerosa sucessão de governos! Durante os 16 anos que durou a
1ª. República, o país conheceu 45 governos, não incluindo os indigitados!
Durante o período entre 1910 e 1917, predominaram governos radicais do Partido Democrático,
controlados por Afonso Costa
e no período seguinte, sucederam-se governos conservadores que prepararam
efetivamente as condições propícias para a emergência de uma ditadura que viria
a surgir com a Revolução do 28 de Maio de 1926.
Na 1ª. República surgiu ditaduras
como as de Pimenta de Castro - 1915; Sidónio Pais - 1917-1918, para
finalmente em 4 de Outubro de 1928, surgir
a Ditadura do Estado Novo que iria durar desde 1933 até1974,
portanto cerca de 41 anos e vindo a ser um regime político uni-partidário,
ditatorial e corporativista!
Convém salientar que a balbúrdia que reinava no país desde o início do Século
XIX e que se agravou durante a 1ª. República
fez disparar a desconfiança quanto ao futuro de cada cidadão, sendo neste
período que ocorre uma das maiores vagas de emigração de todos os tempos, só
tendo paralelo com a que ocorreu nos anos 60 do Século XX. Entre 1900 e 1930
mais de um milhão de portugueses
emigrou para o Brasil e EUA e entre 1910 e 1914 outros 300.000 portugueses
foram para terras brasileiras.
A República como a Monarquia a esses
mesmos emigrantes portugueses nada lhes dizia!
Agora, em 2016, o que está ocorrendo em
Portugal? Dois partidos políticos principais - o PS e o PSD/PPD, têm vindo a
alternar os diferentes governos após o Período Revolucionário em
Curso - PREC, iniciado com o golpe militar de 25 de Abril de
1974 e que culmina com os acontecimentos do dia 25 de Novembro de 1975 e
seguidos da aprovação da Constituição Portuguesa,
em Abril de 1976!
O PREC - PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO,
pretendia conduzir Portugal, "rumo ao Socialismo"
e esse mesmo PREC, foi
travado com os acontecimentos ocorridos a partir do 25 de Novembro de 1975, em que
governos do PS e do PSD/PPD conduziram o país
dentro duma perspetival socialista e neoliberal,
temos agora em 2016, uma coligação partidária formada por toda a esquerda
portuguesa. Experiências - socialista e neoliberal provaram sucessivos
fracassos e excessos em termos de governação, trazendo o país para uma situação
de miséria e de decadência. Agora uma nova experiência política vai ter a
oportunidade de provar ao Povo Português de que vai estar no rumo certo para o
progresso económico e social de Portugal e dos Portugueses!
De facto e ao longo da História de Portugal,
o povo português tem vindo sucessivamente a passar e de maneira alternada por
diferentes regimes políticos, culminando com a anterior governação neoliberal PSD/CDS,
e daí resultando a confirmação de que aqueles regimes políticos fracassaram,
contudo, a Constituição da República Portuguesa,
contempla três áreas distintas ou seja: os sectores
público, privado e cooperativo,
SENDO EXTRAORDINÁRIO O SILÊNCIO EXISTENTE SOBRE o
setor cooperativo por parte do Governo;
Oposição e Comunicação Social!
Trata-se de um novo fenómeno digno de análise e aprofundamento.
Está demonstrado que o povo português já vivenciou e sofreu três experiências
distintas após o 25 de Abril de 1974, a primeira foi com o PREC - Rumo ao Socialismo; a
segunda com a social-democracia defendida pelo PS e finalmente com o PSD/CDS, uma experiência neoliberal que
primou principalmente pela insensibilidade ou falta
de humanismo, onde
apenas contou o economicismo na defesa de um capitalismo selvagem e desrespeitador das mais elementares regras que são o direito ao trabalho
e a uma dignidade social do trabalhador.
Ao Povo Português apenas resta
desenvolver a necessária vivência e ter as experiências próprias de um estado de direito democrático e tornado
cooperante e cooperativo, segundo o que permite a Constituição da República Portuguesa,
VAMOS, PORTANTO, TORNAR PORTUGAL NUM ESTADO
COOPERANTE E COOPERATIVO.
Temos vindo a
estranhar a ausência ou omissão no que se refere na Constituição da República
Portuguesa – precisamente o Artigo 61 que contempla o sector cooperativo e
social. Um estranho silêncio tem vindo a envolver o referido Artigo 61, tanto
por parte da Comunicação Social, como por parte dos políticos das diferentes
áreas partidárias e principalmente pelo próprio Governo que em nada fala e ou
em nada se pronuncia, como se de facto o Artigo 61 da CRP, não existisse e
apenas fizesse alusão aos sectores público e privado como sendo os únicos
existentes na lei máxima portuguesa!
Naturalmente que o Partido Socialista está presente naquele “estranho”
esquecimento do Artigo 61 da CRP! O que é de lamentar, pois, ao longo da nossa
História, aquele mesmo partido político foi sempre um defensor honesto da
doutrina do cooperativismo que o nosso ilustre António Sérgio de
forma tão enérgica defendeu e aprofundou!
Efetivamente, tem o Partido Socialista uma oportunidade única, agora no ano
de 2016 e em Portugal vir a desenvolver uma nova estratégia que venha a
contribuir para o RENASCER DA ESPERANÇA de milhões de
Portugueses, nomeadamente aqueles que estão no desemprego de longa duração e
cujas esperanças de ter uma vida digna, de esperança, e de felicidade, poderá,
conforme dissemos, o Partido Socialista vir a dinamizar o Artigo 61 da CRP,
criando condições para que milhares de portugueses venham na base da doutrina
do Cooperativismo criar novas empresas e com elas empregos que
irão tapar o enorme buraco social e económico originado pelo anterior governo
português, corrigindo todas as malfeitorias que foram então praticadas!
Essa extraordinária acção poderá ser iniciada por uma formação
cooperativa, pedagógica e técnica de milhares de portugueses e
portuguesas, criando novas condições para um diferente desenvolvimento
económico e social, convindo então“recordar” de que chegámos à Índia sem
bússola” (cito o Professor Adriano Moreira) e agora no Século XXI,
igualmente poderemos vir a fazer renascer a Esperança para alcançar uma nova
sociedade mais nobre, justa e feliz!
Será através dos diferentes países que compõem a Comunidade
Lusófona e na base da língua portuguesa e
na convergência de interesses políticos, culturais, científicos e económicos de
todos que poderemos desenvolver e expandir um verdadeiro projeto
estratégico geoeconómico e político.
Portugal como plataforma mundial de convergência terá de desenvolver,
nomeadamente a sua marinha mercante, as suas pescas e consequentemente a sua
indústria naval e as suas vias de comunicação terrestre com a Europa e
sobretudo, além de desenvolver a agropecuária e as indústrias agroalimentares,
deve igualmente desenvolver a sua atividade científica, nomeadamente na
exploração oceânica, aliando-se a um estratégico desenvolvimento da indústria
do Turismo e finalmente na área das novas tecnologias, passando pelo desenvolvimento
das energias alternativas e indústrias estratégicas, onde a indústria espacial
será importante, nomeadamente nas suas componentes ligadas à informática e à eletrónica!
Os conceitos de cooperativismo e de cooperação são efetivamente distintos,
mas na realidade complementam-se distribuindo-se noutros novos conceitos
ligados ao humanismo; universalismo; evolucionismo; municipalismo e ecologismo;
democracia representativa e participativa e nesta nova perspetiva os conceitos
de universalismo; humanismo e evolucionismo estão por sua vez relacionados com
concepções associadas ao espiritualismo e espiritualidade humanas, tendo como
bases a defesa do princípio da Evolução fundamentada na reencarnação ou nas
vidas sucessivas, onde e nos planos racional e científico fica provado de que
a Morte Não Interrompe a Vida e a Vida Existe Fora da Matéria!
A Doutrina da Cidadania Social Cooperativista vai-se inspirar efetivamente em
todos aqueles esquemas ideológicos que a própria Filosofia ao longo da História
da Humanidade tem vindo a desenvolver. Aqui e objetivamente teremos de juntar
àqueles diferentes conceitos um fator de ordem básica que é precisamente a
Ciência representada por todos os seus ramos científicos e técnicos e à Ciência
deverá ser junta a própria História particularizando ou generalizando os
diferentes e imensos eventos ocorridos ao longo da vivência humana neste
planeta, devendo ser os mesmos estudados e comparados e daí extraírem-se as
devidas ilações para utilização e benefício da Humanidade!
A forma institucional da Doutrina da Cidadania Social
Cooperativista
apresentada e desenvolvida no meu livro – “Ensaio Sobre a Doutrina
do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social” publicado pela Chiado
Editora irá ao encontro de propostas vindas tanto das esquerdas como das
direitas do leque alargado do espetro político que visam fundamentalmente o
bem-estar e o desenvolvimento de uma dada comunidade regional, nacional ou
internacional.
Na sua componente ideológica e a par das diferentes propostas
apresentadas aquela igualmente defenderá sempre a implementação e
desenvolvimento de todas as iniciativas e empreendimentos que visam a prática
de uma doutrina cooperativista e cooperante ou seja: o cidadão poder exercer
democraticamente a sua ação de cidadania social Cooperativa e onde o Voluntariado assume
uma posição de relevância social!
Fundamentados nestes mesmos princípios orientadores da Doutrina
da Cidadania Social Cooperativista teremos toda
a vantagem em corporizar a sua natureza e estrutura num “Movimento
Cívico”, no qual se poderão associar pessoas verdadeiramente
interessadas em “cooperar” para a criação de uma nova
ordem económica e social num espaço puramente cooperativo que possa vir a ser a
pedra basilar de uma sociedade verdadeiramente espiritualista, solidária e
empenhada no desenvolvimento de novos valores para o progresso material e
espiritual da Humanidade.
Uma vez chegados até aqui, dispomos finalmente dos elementos necessários
que vão permitir a criação de uma ideologia a que achámos por bem chamar –
Doutrina da Cidadania Social Cooperativa que tem como suportes quatro pilares
que são: a Sobriedade; a Solidariedade; a Cooperação e a Espiritualidade.
Princípios espiritualistas mais avançados apontam para realidade espiritual do
ser humano e que justificam plenamente uma alteração drástica perante os
grandes, graves e dramáticos problemas quando nos referimos às consequências
originadas pelas economias consumistas que estão delapidando rapidamente os recursos
naturais do planeta que são limitados e que a espécie humana está consumindo,
daí a plena justificação de uma Acão ecológica a nível global que urgentemente
terá de ser implementada!
Nada de novo foi inventado e o ser humano de forma sábia e consciente
compreende e segue de forma racional e progressiva as lições e os exemplos
extraordinários que a Natureza através das suas leis tem vindo a imprimir desde
a formação do planeta e dessa mesma ação surgiu a manifestação
multidiferenciada orgânica e inorgânica na Terra.
No caso específico do ser humano ao nascer
neste mundo físico vai naturalmente ser submetido a uma iniciação adequada à
sua formação e desenvolvimento estando este último sujeito a quatro fases
vivenciais que compreendem em sentido evolutivo a infância; a juventude; a
maturidade e finalmente a velhice, o que surpreendentemente poderemos comparar
na respetiva ordem natural à Primavera; ao Verão; ao Outono e ao Inverno! Todas
as fases da iniciação por que passam os seres humanos compreendem sempre a sua
formação física e o seu desenvolvimento que vai contemplar diferentes campos existenciais.
Na realidade e no que se refere à formação hipotética de uma nova figura
institucional de um futuro Partido Político igualmente poderemos considerar que
o respetivo militante irá ter uma iniciação em conformidade com a natureza e
estruturas ideológicas do referido Partido, passando por uma fase de formação cívica;
política e de militância. Conforme afirmámos inicialmente e no campo
cívico/moral o iniciado militante deve assimilar e praticar os quatro
princípios básicos já referidos que são exatamente – a Sobriedade; a
Solidariedade; a Cooperação e finalmente a Espiritualidade, sendo este último
princípio correspondente ao Inverno da vida do ser humano – estação onde aquele
atinge a plenitude do seu desenvolvimento intelectual e espiritual.
Eis, pois uma boa conclusão ao seguirmos o exemplo da Mãe Natureza,
aplicando a mesma orientação seguida por aquela num novo modelo ou figura
institucional de um dado partido político, indo buscar a história; a cultura do
respetivo país, inspirando-se no caso de Portugal nas suas históricas e nobres
Ordens Religiosas Militares, restaurando mesmo o espírito da Ordem de Cristo e
insuflando-o nas mentes jovens portuguesas, desenvolvendo o amor-pátrio e
mobilizando-as numa causa superior da Nação como objetivo máximo e conducente
ao desenvolvimento material e espiritual de Portugal e nessas mesmas bases
desenvolver então um projeto de Lusofonia integralmente virado para a
cooperação e solidariedade com todos os países que falam a língua portuguesa e
daí dando razão ao grande poeta Fernando Pessoa que afirmava que “ A minha Pátria
é a Língua Portuguesa!”
De facto, nós Portugueses dispomos de material
riquíssimo que nos poderá permitir desenvolver uma nova perspetiva de vida,
partindo de novas premissas completamente soltas, livres de cansadas ideologias
ortodoxas, onde poderemos optar por uma nova economia de autossustentação em
que a importância do “lucro” passa a um plano inferior substituído por novos
ideais de vivência e desenvolvimento sociais onde princípios como a
Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e a Espiritualidade serão os pilares
fundamentais de uma nova ordem social, política e económica que fundamentada no
conhecimento científico iremos alargar a nossa compreensão do Universo na
importante busca de conhecê-lo e sobretudo de nos conhecermos a nós próprios como
entidade vivas, inteligentes e formadas por corpo e espírito, buscando, assim
conhecer finalmente a verdadeira razão da nossa origem e o porquê da nossa
existência no contexto universal!
Jacinto Alves