segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ensaio para a criação de um método racional Para a prática do Discurso pela Positiva e da arte de bem falar Proposta: Seria interessante e conveniente que nos fosse permitido debruçarmo-nos sobre o estudo de um método que nos viesse a permitir criar um sistema racional para a prática de um Discurso pela Positiva – isto quer dizer que por vezes nas explanações e doutrinações desenvolvidas pela Presidência em Sessões Públicas de Limpeza Psíquica em qualquer Centro, opta-se por um processo que, eventualmente, se desvia dos verdadeiros objectivos com que o Astral Superior se propõe através dos seus instrumentos, como no caso específico dos Presidentes e seus Directores que poderá ocorrer, ocasionalmente, em qualquer Centro Racionalista Cristão, talvez devido a factores diversos e intrínsecos, próprios das condições e ambientes locais. É nossa opinião de que devíamos analisar o teor de algumas explanações e doutrinações feitas no estrado e aí extrapolarmos certos aspectos que consideramos negativos, como por exemplo: expressões como desastres, tragédias sofrimentos, e outras expressões quando utilizadas de uma forma acentuada devendo apenas servirem como ponto de referência ou de partida numa explanação que se pretende aberta, elevada, objectiva e iniciadora de desenvolvimentos que levam o espírito do ouvinte ou do assistente a vibrar a um nível mais alto, provocando, consequentemente, um real progresso quer no plano intelectual como espiritual. Consideramos sobre o que foi dito anteriormente um tipo de Discurso pela negativa que em nada beneficia aqueles que pela primeira vez se acercam das Casas racionalistas Cristãs em busca de resposta para as suas questões pessoais e esclarecimento espiritual. Vejamos os seguintes cenários: 1º Cenário: Um ser humano, habitante na superfície do planeta Terra, que volve o seu olhar na direcção do espaço superior – portanto, de baixo para cima e lhe é pedido para que faça uma reflexão sobre como é o nosso planeta; 2º Cenário: Um Espírito do Astral Superior, observa do seu plano astral, o planeta Terra, observando-o de cima para baixo e lhe é pedido para que faça uma reflexão sobre como é o nosso mundo físico. (tudo isto suposto numa geometria do espaço, o que na verdade não corresponde à realidade espiritual!) O tema da reflexão é rigorosamente o mesmo, mas, devido à posição de cada um dos intervenientes, a forma e o seu conteúdo não são rigorosamente iguais – porque a posição dos respectivos observadores é diferente e oposta! Objectivamente quer dizer que a mesma explanação ou doutrinação feita por um Presidente Físico embora sobre o mesmo tema é sempre diferente em relação à explanação feita pelo Presidente Astral. A primeira, muito provavelmente será incompleta e deformada; a Segunda, será objectiva, incisiva, completa e luminosa! A explicação deste fenómeno é simples: o Presidente Físico é um ser humano e habita a superfície física do planeta e portanto sujeito a todo o tipo de influências próprias do planeta, quer sejam físicas, psíquicas, psicológicas, sociais e culturais, nomeadamente, estas últimas. Devemos lembrar que nós Portugueses na nossa mentalidade, estamos profundamente enraizados na cultura judaico-cristã, nomeadamente, católica. O nosso povo desde a formação da Nacionalidade esteve sempre dependente e ligado à Igreja Católica, Apostólica Romana. Daí que enfermamos instintiva e automaticamente em certas formas de pensar e de reagir no plano espiritual, religioso e mítico, onde princípios e práticas bíblicas se mantêm inalteráveis – tais como: temer um deus iracundo, vingativo e cruel; à condenação eterna no inferno; da luta entre anjos e demónios e da eterna luta entre o Bem e o Mal e sobretudo um facto sempre existente no espírito dos Portugueses, o Sofrimento que na gíria popular, o povo lhe chama Fado! É pelo estudo, raciocínio e sofrimento que o espírito se esclarece e alcança maior evolução! Note-se que o sofrimento surge em terceiro lugar, no entanto é o que mais predomina no seio da Humanidade. O Discurso utilizado pelo Astral Superior é eminentemente e sempre rigorosamente pedagógico e portanto, por excelência um Discurso pela Positiva! Desenvolver um Discurso pela Positiva significa, optarmos por um tipo de explanação verbal que se aproxime o mais possível de uma explanação feita sobre o mesmo tema por um Espírito Superior e isso e por aproximação é possível, devendo-se recorrer se necessário for a métodos que a psicologia, a sociologia, a estatística e até o marketing nos poderão proporcionar! Naturalmente, sabemos que a adopção de métodos ditos científicos, recorrendo às modernas técnicas que a sociologia e a psicologia nos proporcionam, não serão suficientes para atingir um estádio de perfeição que aproxime o nosso discurso do tipo de discurso que um espírito do astral superior, abordando o mesmíssimo tema, isso só será possível, mas sempre numa certa aproximação, só através da utilização da nossa faculdade de intuição que aliada a uma boa cultura pessoal nos irá permitir desenvolver um discurso aberto, profundo e brilhante! O Discurso pela Positiva deve visar estrategicamente ir ao encontro dos interesses do assistente ou ouvinte, isto é: que se associe a situações de facto no plano familiar, social, cultural e profissional de cada um; Que desperte no assistente ou ouvinte a sua curiosidade, despertando a sua imaginação para algo novo, diferente e que a priori lhe desperte o interesse ou que o motive; Na utilização de técnicas adequadas poderemos criar condições altamente favoráveis para que venham a aderir ao Racionalismo cristão novos e mais militantes, independentemente da sua condição social, cultural, raça ou sexo. É para isto que o Racionalismo Cristão e nós seus instrumentos trabalhamos para o esclarecimento espiritual da Humanidade. Sobre estas matérias não podemos ficar alheios às modernas técnicas de marketing, nós, racionalistas cristãos, principalmente aqueles que têm reais responsabilidades de orientação e doutrinação, não poderemos ficar indiferentes ou até mesmo vir a desprezar os utensílios técnicos acima referidos. Este trabalho apenas é um ensaio para estudo e análise de uma proposta de trabalho, pelo que propomos ao Directório da Filial de S. João da Madeira, o seguinte: Criação de um grupo de trabalho e reflexão com vista a criar um método para a prática de um Discurso a que nós chamaremos de “ Discurso pela Positiva e da Arte de Bem falar.” O estudo sobre o discurso e arte de bem falar, passa pela compreensão das modernas técnicas que nos poderão conceder na base de conhecimentos da sociologia e da psicologia. Actualmente, o discurso tradicional do Racionalismo Cristão, está baseado dentro de um contexto que remonta aos inícios do século XX, isto é, depois da 1910, data da implantação da Doutrina, levada a cabo pelos Mestres Luís de Matos e Luís Alves Tomás, perfeitamente adequada àquela época, mas já ultrapassada, segundo a nossa perspectiva nos tempos actuais e porquê? Exactamente devido ao facto de a nossa actual sociedade, ser totalmente diferente! O império do materialismo e do consumismo são de longe superiores em relação à realidade existente nos inícios do século XX. A mentalidade, os hábitos e as necessidades da sociedade actual divergem em absoluto aos daqueles já recuados anos. As pessoas têm outra forma de ver a realidade, têm ao seu dispor um manancial de informação quase que ilimitado – regra geral a sua vivência tem que estar aliada às suas necessidades e imposições que a vida quotidiana nos vai impondo: o pagamento de impostos; a necessidade de constante reformulação das suas aptidões profissionais, a habitação; a educação, o objectivo sempre prioritário da manutenção de um posto de trabalho; a concorrência projectada a todos os níveis de vida de um cidadão e a sua necessidade imperiosa de progredir materialmente para alcançar com sucesso os bens necessários ao seu desenvolvimento individual e de grupo. O Discurso tradicional do Racionalismo Cristão, nos tempos presentes já não pode corresponder às necessidades actuais do cidadão comum, embora mantendo com absoluto rigor a sua essência, temos de optar por formas discursivas que vão ao encontro dos interesses espirituais, mas sobretudo, que se adaptem a níveis satisfatórios das necessidades e anseios materiais do indivíduo. O aspecto discursivo lógico e racional e tendo como base sempre um suporte de carácter técnico e científico será sempre essencial para uma boa divulgação e propagação do Racionalismo Cristão na vida de todos nós. Numa visão objectiva e prática, todos os Presidentes de Filiais, terão de utilizar um tipo de Discurso que vá sempre e se enquadre perfeitamente num esquema lógico, real e objectivo junto da respectiva assistência. Por outras palavras; - Por que não adaptar á linguagem racionalista – na base dos ensinamentos a formas a que o indivíduo passa aplicar directamente na sua actividade profissional – como ferramentas extremamente eficazes, permitindo-lhe processos positivos de alcançar sucessos no seu desenvolvimento profissional ao Ser promovido, ganhando melhores salários e ascendendo na escala social quer no posto de vista de maiores responsabilidades e rendimentos monetários? Dar-lhe um maior treino e aperfeiçoamento no sentido de saber utilizar a força do seu pensamento para a realização dos seus sonhos, desejos e ambições absolutamente legítimas? Precisamente no Capítulo VIII – O Pensamento, do livro básico do Racionalismo Cristão, trata-se de um Capítulo de capital importância para o esclarecimento doutrinário no iniciado do estudo e prática do Racionalismo Cristão. Todos os restantes capítulos do livro básico são igualmente importantes e necessários, mas no que se refere a essa Força que se Chama Pensamento, o estudioso do Racionalismo Cristão deve Ter uma especial atenção e acompanhamento. Neste caso, não seria incompatível fazer acompanhar o respectivo ensino por uma forma pedagógica mais incisiva e técnica ou seja: a organização de cursos, onde se aliaria a teoria à prática, utilizando esquemas ou exercícios de aprendizagem da capacidade de concentração mental e exteriorização da força mental. Isto, no primeira fase, no que se refere aos militantes e instrumentos da Doutrina. Naturalmente que todos os outros Capítulos, seriam igualmente objecto de estudo através de cursos de formação, cursos, esses que seriam naturalmente extensivos à assistência em geral de uma Filial do Centro Redentor. No plano basicamente sociológico e numa breve síntese, apontaríamos as necessidades básicas do ser humano. A ver: 1 - Necessidade orgânica de se alimentar; 2 - Necessidade orgânica de respirar; 3 - Necessidade orgânica e social de se vestir; 4 - Necessidades orgânicas, sociais e cognitivas do Pensamento; 5 - Necessidades orgânicas e sociais de se notabilizar; 6 - Necessidades sociais e cognitivas de progredir no plano material. 7 - Outras. Em todo estes planos o Racionalismo Cristão pode e deve intervir em conformidade com o planeamento da respectiva Doutrina, simplesmente, a forma de discurso por parte das respectivas Presidências seria apropriado – fornecendo um estímulo e uma orientação precisa relativamente à parte espiritual e à parte material da vida do ser humano e aqui, teríamos especial atenção nas intervenções doutrinárias e cursos de formação para os números 4; 5, e 6 da relação acima referida. ´E interessante verificar que numa perspectiva psicológica e até sociológica, o indivíduo que frequenta as sessões públicas de limpeza psíquica do Racionalismo Cristão, numa percentagem significativa se transitou de uma religião, por exemplo: a católica, os hábitos e forma de pensar não são alterados substancialmente, na verdade, ele apenas substituiu uma religião, aparentemente por outra – isto é: a sua postura de adorador e mística mantêm-se intactas, na verdade, devido ao facto de Ter transitado para algo diferente e aparentemente superior, não lhe veio trazer qualquer tipo de evolução. Nesta perspectiva também temos de Ter em consideração de que além do fenómeno atrás apontado, mesmo que esse indivíduo tenha progredido em termos cognitivos graças aos novos conhecimentos, ele não associa esse facto à sua realidade pessoal, isto é – olha a nova doutrina como um factor complementar e transitório à sua actividade pessoal, quer dizer, não assimila de forma íntima esses novos conhecimentos na prática do seu quotidiano tantos em actos como em pensamentos, seguindo a rotina do seu viver do dia a dia. Nota bibliográfica: Para base de estudos do Grupo proposto, achamos aconselhável consultar o” livro Retrospectiva Doutrinária” de Ulysses Cláudio Pereira, 2ª edição, Centro Redentor e, eventualmente “ Comunicações Doutrinárias do Astral Superior “.

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